|
Em 2001, o artista plástico e fotógrafo Tom Lisboa lançou um desafio em sua exposição Doc Pop: Documentário de uma Metrópole Qualquer. Queria incitar o público a questionar o caráter documental da imagem fotográfica.
Um ano depois, ele revisitou o viés na mostra Seres Hurbanos e, a partir de hoje, encerra a trilogia com a exposição Ficções Urbanas: O Documentário.
Nos três momentos, Lisboa lida com a apropriação, edição e recontextualização de imagens televisivas, utilizando um processo de reorganização da realidade por meio da fotografia, para demonstrar como ela pode ser facilmente manipulada.
Ao contrário das mostras anteriores, o fotógrafo optou por levar Ficções Urbanas: O Documentário para o espaço público. Até 21 de maio, o centro de Curitiba será pano de fundo da intervenção de 20 "outdoors-arte", com 3 x 9 metros de dimensão. Neles, no lugar de propagandas publicitárias, estarão lonas esticadas que trazem, impressas, combinações de imagens clicadas por Lisboa a partir de programas de televisão exibidos em canais como MTV, GNT, People+Arts, entre outros.
Em cada outdoor, essas combinações, feitas a partir de imagens aparentemente desconexas, são norteadas por temas como a perda de identidade, o consumismo e a solidão.
|