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Arte
Segunda, 10 de maio de 2004, 18h41 
Filadélfia e Veneza receberão a maior retrospectiva de Dalí
 
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O Museu de Arte da Filadélfia e o Palazzo Grassi de Veneza receberão a maior mostra retrospectiva de Salvador Dalí, com 150 pinturas do artista espanhol, que amanhã, terça-feira, completaria cem anos.

Os responsáveis da instituição americana apresentaram hoje em Nova York o conteúdo da exposição, que será exibida a partir de setembro em Veneza (Itália) e de fevereiro de 2005 na Filadélfia, e que conta com o apoio da Fundação Gala-Salvador Dalí.

Pela primeira vez foi possível reunir 150 pinturas do artista, e a exposição também contará com esculturas, desenhos, fotografias e objetos criados por Dalí e vindos dos Estados Unidos, Brasil, México e Japão, além de outros países europeus.

Também serão exibidos documentários sobre o pintor surrealista, seus escritos teóricos sobre arte, trabalhos cinematográficos, propagandistas e projetos para balé.

O curador da mostra, Michael Taylor, destacou o "esforço honesto" realizado para apresentar a maior representação da obra de Dalí (Figueras, Espanha, 1904-1989) "sem ocultar seus aspectos mais controvertidos como a sexualidade e política".

Taylor também ressaltou "o grande esforço que Dalí fez para se manter sempre livre e independente. Seu individualismo prevaleceu apesar de fazer parte do movimento surrealista".

A diretora do Museu de Arte da Filadélfia, Anne D'Harnoncourt, considera esta mostra uma oportunidade para conhecer a obra de Dalí, diante da constatação de que seu trabalho, "15 anos após sua morte e apesar do grande reconhecimento do público, ainda não foi totalmente compreendido".

A apresentação, que coincide com o centenário do nascimento de Dalí, em 11 de maio de 1904, ocorreu no Instituto Cervantes de Nova York, e contou com a presença do artista Tito Díaz.

Díaz interpretou um original espetáculo musical, denominado "Canidalismo", baseado em um instrumento musical de corda criado por ele mesmo a partir da coluna vertebral de um cavalo.

Díaz, que no início de sua carreira colaborou com o artista, disse à EFE que Dalí "abriu para o século XX as portas do XXI, e é sem dúvida o pai da arte multimídia".
 

EFE

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