| Reuters |
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A diretoria do BNDES aprovou a concessão de colaboração financeira não-reembolsável, no valor de R$ 515 mil, para a ampliação da capacidade física e operacional do Museu de Ciências Morfológicas (MCM), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os recursos, oriundos do Fundo Social do Banco, permitirão aumentar em 50% o número de atendimentos realizados anualmente.
O MCM é considerado pólo de educação e divulgação científica relacionado ao organismo humano, que contribui para a construção de uma nova consciência sobre saúde e preservação da vida com qualidade. É o único de seu gênero na América Latina, pois, diferentemente de museus de anatomia usualmente encontrados em faculdades da área de saúde, a exposição se concentra no corpo humano saudável e nos cuidados necessários para mantê-lo assim.
Além disso, o museu tem se distinguido no desenvolvimento de material de ensino, sendo pioneiro no País em modelos para o ensino de morfologia para deficientes visuais, através do projeto "A Célula ao Alcance da Mão".
O financiamento será destinado à Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), instituição de apoio da UFMG. Criada em 1974, a FUNDEP é uma entidade educacional de direito privado, sem fins lucrativos, com foro e sede em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A fundação investirá em construções, reformas e instalações diversas no museu, bem como na aquisição de mobiliário, acervo bibliográfico, e melhorias nas exposições didáticas e desenvolvimento de material de exibição e ensino, com ênfase na produção de material didático voltada para deficientes visuais.
O Museu de Ciências Morfológicas (MCM) foi criado em 1989 a partir de projetos de divulgação científica e de educação comunitária do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), sediado no campus da UFMG. Em 2003, o museu recebeu cerca de 21 mil visitantes, porém, existe uma demanda não atendida devido à sua atual limitação na capacidade de atendimento.
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