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Arte
Terça, 18 de maio de 2004, 14h47 
Kremlin exibe jóias dos czares recuperadas no Ocidente
 
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Uma coleção de jóias elaborada pelo célebre ourives Peter Carl Fabergé para os czares e compradas recentemente no Ocidente por um milionário russo começou a ser exposta à visitação nesta terça-feira, no museu do Kremlin.

A coleção inclui duzentas obras de ourivesaria, entre elas nove dos admirados ovos de Páscoa fabricados por Fabergé entre 1885 e 1916, a pedido de Alexandre III e de Nicolau II.

Com o titulo "Fabergé Perdido e Recuperado", a coleção também é formada por presentes recebidos pelos czares em suas coroações, além de outras jóias e objetos pertencentes à família real.

Na exibição, está o primeiro ovo imperial fabricado por Fabergé em 1885 a pedido de Alexandre III, que o deu de presente de Páscoa para a sua esposa, Maria Fiódorovna.

A partir deste presente, começou a ser fabricada uma série de ovos imperiais feitos pelos ourives da casa Fabergé. Os ovos eram exclusivos para os czares e seus familiares e constituem uma das coleções de jóias mais valiosas do mundo.

Outro exemplo da coleção é o ovo da Coroação, solicitado por Nicolau II na primeira Páscoa após ter assumido o trono em 1897, aos 28 anos. Este ovo é avaliado entre US$ 18 e 24 milhões (entre 15 e 20 milhões de euros).

Além destes, a exposição exibe o ovo Lírios do Vale, presente de Nicolau II à esposa Alexandra Fiódorovna em 1989, cujo valor é de US$ 12 a 18 milhões (entre 10 e 15 milhões de euros).

A maioria das peças expostas foi comprada pelo industrial russo Víctor Vekselberg em fevereiro deste ano em Nova York da família do falecido milionário americano Malcolm Forbes, editor e proprietário da famosa revista Forbes.

Inicialmente, a coleção deveria ser vendida em um leilão organizado pela Sotheby's em janeiro deste ano, mas a oferta do milionário russo de comprar todo o lote para devolvê-lo à sua pátria frustrou a venda pública de mais de duzentos objetos de grande valor.

O diretor da Agência Federal de Cultura e Cinematografia da Rússia, Mikhail Shvidkói, destacou que a exibição das jóias adquiridas pelo magnata russo é uma contribuição cultural muito importante e que o governo apóia este tipo de iniciativa.

Vekselberg, diretor de companhias petroleiras e de extração de alumínio, também é presidente da Fundação Enlace das Épocas, uma sociedade privada russa que se dedica à busca e à aquisição de obras de valor artístico ou histórico para a Rússia no Ocidente.

Depois da exibição de Moscou, que terminará em 25 de junho, a mostra "Fabergé perdido e recuperado" seguirá para São Petersburgo e depois para Yekaterimburgo, Irkutsk, Tiumén e outras cidades do país, segundo o representante da fundação, Andréi Shtorj.
 

EFE

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