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A Grã-Bretanha lançou uma campanha milionária para tentar manter no país duas obras do pintor Ticiano, que, se chegassem ao mercado, se transformariam nas pinturas mais caras do mundo, informou nesta quinta-feira a Galeria Nacional de Londres.
Diana e Acteão e Diana e Calisto serão vendidas se não forem arrecadados US$ 200 milhões para mantê-las, indicou a National Gallery, que uniu forças com a National Gallery da Escócia para que as duas obras não saiam do Reino Unido.
Estas obras de Ticiano - que, segundo o pintor britânico Lucien Freud, são as mais belas do mundo - fazem parte de uma coleção exibida há mais de meio século no Museu de Edimburgo graças a um empréstimo do proprietário, o duque de Sutherland.
O aristocrata anunciou que está disposto a cedê-las à nação por 100 milhões de libras (US$ 200 milhões), o que as galerias britânicas consideram uma pechincha.
No mercado, as duas obras renascentistas, que fazem parte da fabulosa coleção Bridgewater, propriedade do duque, estão avaliadas em US$ 600 milhões, o que faz delas as mais caras da história.
As duas galerias lançaram um apelo público para arrecadar US$ 100 milhões de dólares antes do final do ano, prazo dado pelo duque para ceder à nação Diana e Acteão por este valor.
O aristocrata deu mais quatro anos para a arrecadação de uma soma igual para Diana e Calisto.
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