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Arte e Cultura
Terça, 14 de outubro de 2008, 15h06  Atualizada às 15h29
Exposição na Alemanha exibe registros fotográficos da A. Latina
 
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Um passeio pelo legado documentário latino-americano, em forma de fotos tiradas entre 1875 e 1930 por Guillermo Kahlo, Walter Lehmann ou Teobert Maler, que ilustram as circunstâncias de vida em Brasil, Argentina, Peru, Bolívia e México, pode ser visto a partir desta terça-feira no Ministério de Exteriores alemão.

Na exposição há, por exemplo, fotos tiradas em uma fábrica de fósforos em São Paulo por Guillermo Kahlo em 1907, nas quais aparecem operários indígenas trabalhando uniformizados.

Junto com cadernos de viagem, mapas, desenhos e manuscritos, a exposição Memória visual da América Latina como contribuição ao patrimônio cultural da humanidade mostra os pilares da Arqueologia, através das notas feitas pelo arquiteto Teobert Maler, pioneiro que investigou as minas maias.

As fotografias procedem, em sua maioria, do Instituto Ibero-americano de Berlim (IAI), cuja biblioteca conta com o maior acervo de cultura ibero-americana na Europa -mais de 70 mil mapas e 60 mil fotos-, e que fez a curadoria da mostra em cooperação com um museu de Detmold (oeste), o Lippisches Landesmuseum Detmold.

Entre as imagens também se destacam as de Max Uhle, fundador da Arqueologia Sistemática na América do Sul, cujo legado -157 manuscritos, 175 livros, quase cinco mil fotos e mais de duas mil cartas, além de 100 planos arqueológicos- se encontra no IAI, e ao qual se devem os primeiros estudos arqueológicos.

Já Hans Steffen documentou com sua câmera a série de terremotos que atingiram Valparaíso em 1906 e Teobert Maler, a Plaza de Armas em Oaxaca (México) em 1875, as quais contrastam com as imagens de Uhle dos adobes originais ou as múmias do complexo arqueológico de Pachacámac, ao sul de Lima.

Segundo Barbara Göbel, diretora do Instituto Ibero-americano, com a exposição deseja-se destacar "a importância dos arquivos na hora de conhecer a América Latina" e, sobretudo, de "documentar a diversidade cultural" através de fontes de áudio, texto e imagens que se conservam em museus e bibliotecas como o IAI de Berlim.

A mostra vai até 6 de novembro e ficará exposta no Ministério de Assuntos Exteriores alemão.
 

EFE

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