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O escritor Paulo Coelho comemora nesta quarta-feira, na abertura da 60ª Feira do Livro de Frankfurt, a venda mundial de 100 milhões de exemplares de seus livros. A cerimônia, que gerou polêmica com o desconvite ao ministro da Cultura Juca Ferreira, contará também com a presença dos prêmios Nobel de Literatura, o turco Orhan Pamuk e o alemão Guenter Grass.
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Além da expressiva vendagem, Paulo também receberá um livro Guinness dos Recordes Mundiais especial por seu romance O Alquimista como o mais traduzido no mundo (67 idiomas). Durante entrevista na abertura da Feira, o escritor analisou o comportamento do setor editorial, diante das novas tecnologias.
"Os editores lamentam a desgraça de outros setores (como a indústria musical) e vêem a Internet como um inimigo", disse. Paulo Coelho afirma que, até o momento, a atitude do setor editorial frente à Internet é de muita incompreensão e falta de acordo.
O autor fala do tema a partir de sua própria experiência. Em 1999 seus livros enfrentavam sérios problemas de distribuição na Rússia, mas quando apareceu uma cópia pirata digital de O alquimista - que ele mesmo acabou reproduzindo em seu site - as vendas dispararam.
"No primeiro ano as vendas passaram de mil para 10 mil exemplares, no segundo subiram para 100 mil e um ano depois tinha vendido 1 milhão de livros", declarou. Após uma fase de incompreensão das editoras, uma delas, a americana Harper Collins, se deu conta das possibilidades dessa experiência e, desde o começo do ano, publica na web alguns de seus títulos.
"O tempo dirá como vou recuperar o dinheiro que invisto no projeto. Mas invisto em algo pelo qual qualquer escritor do mundo ficaria agradecido: um grande número de leitores para minhas obras", declarou o autor.
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