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Morre a culinarista Maria Thereza Weiss

25 de novembro de 2008 11h18 atualizado às 11h20

Morreu, aos 82 anos, vítima de câncer no intestino, a dama da cozinha nacional Maria Thereza Weiss. Ela se consagrou como a primeira brasileira a escrever sobre culinária, muitas vezes representando o país mundialmente. De 1999 a 2004, quando se aposentou, foi colunista de O DIA, em que escrevia receitas e dava dicas semanalmente. O corpo de Maria Thereza foi cremado às 11h no Memorial do Carmo, no Rio de Janeiro.

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Seus quitutes estavam nos banquetes mais famosos do Rio na década de 60 e a transformaram em queridinha do paladar de importantes figuras, como Jorge Amado, Carlos Lacerda, Vinicius de Moraes, Pelé, Millôr Fernandes, Elton John e Jacqueline Bisset, entre outros, conquistados no tradicional restaurante que levava seu nome, em Botafogo. Era lá que Maria Thereza colocava em prática as delícias que elaborava.

"Minha tia me deixou um caderno com assinaturas de pessoas do Brasil inteiro que vinham prestigiar o que ela fazia. Eram muitos admiradores. Tom Jobim deixou ali escrito alguns versos sobre a comida dela", relembra a sobrinha Sylvia Weiss.

A paulista Maria Thereza veio para o Rio de Jaú, acompanhando o marido. "Na sala de casa, montou um fogão que começou a atrair mulheres da alta sociedade carioca, que queriam aprender. Daí a chamaram para escrever em jornal", conta Sylvia.

Incansável, nos últimos anos de carreira se dedicou aos livros, lançando As Melhores Receitas de Maria Thereza Weiss, Trivial Fino e Delícias da Cozinha Deliciosa. "Ela fez muito pela cozinha do país. É um exemplo de mulher lutadora", completa a sobrinha.

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