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Arte e Cultura
Sábado, 29 de novembro de 2008, 22h56 
Museu de Los Angeles expõe manuscrito medieval francês
 
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O Museu Getty de Los Angeles expõe, até fevereiro de 2009, em estréia mundial, grande parte do Livro das Horas, do duque de Berry, um excepcional manuscrito francês ilustrado do início do século XV, até então parte do acervo do Metropolitan Museum de Nova York.

O Livro das Horas foi um trabalho encomendado aos irmãos Limbourg, miniaturistas holandeses, cerca de dez anos antes que o mesmo mecenas os encarregasse da elaboração de As riquíssimas horas, um dos mais famosos manuscritos do início do Renascimento.

Embora os irmãos Paul, Jean e Herman Limbourg tenham morrido antes de concluir As riquíssimas horas do duque de Berry, eles foram totalmente responsáveis pelo Livro das Horas, confeccionado entre 1405 e 1408, ou 1409, e que reúne 172 ilustrações de incrível delicadeza.

A obra As riquíssimas horas é parte, atualmente, do acervo do Museu Conde de Chantilly, no norte de Paris.

O Metropolitan Museum de Nova York comprou o Livros das horas do barão francês Maurice de Rotschild, em 1954, explicou à AFP o responsável pela conservação do manuscrito, Timothy Husband, na pré-estréia da exposição, ontem à noite, em Los Angeles.

Além do livro de horas em si, ou seja, uma coleção base para a prática da religião católica que contém orações e um calendário, as Belles Heures (no original, em francês) apresentam uma série de sete capítulos, dedicados, entre outros temas, à vida de Santa Catarina e São Jerônimo.

Os detalhes dessas miniaturas são tão minuciosos que os organizadores da exposição incluíram lupas para que os visitantes possam admirá-los.

Alternando cenas bíblicas, como a decapitação de João Batista, e imagens fantasmagóricas, o Livro das horas representa uma transição entre a arte da Idade Média e a do Renascimento, com o início do domínio de perspectivas e sombras e um "sentido da cor" impressionante por parte dos artistas, acrescentou o curador.

A exposição permanecerá em Los Angeles até fevereiro de 2009 e será transferida para o Met a partir de setembro. Prevê-se uma segunda etapa, em Paris, para 2011.
 

AFP

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