| Walter Craveiro/Flip/Divulgação |
 |
| Para Agualusa, falar do Brasil e do mundo de cultura portuguesa é um ato constante |
 |
|
|
|
|
O angolano José Eduardo Agualusa é o autor mais vendido nas livrarias da cidade de Parati, pelo menos até esta sexta-feira, terceiro dia da 2 Festa Literária Internacional, que vai até domingo.
Agualusa participou de um encontro na quinta-feira com Caetano Veloso, que passou boa parte da conversa elogiando os livros do angolano, em especial O Ano em que Zumbi tomou o Rio (2002). O autor também leu trechos de seu romance mais recente, O Vendedor de Passados.
"Vendemos perto de 300 livros dele, e ontem (quinta), tivemos que pedir mais 150 volumes", disse Samuel Seibel, proprietário da Livraria da Vila, oficial da Flip. A loja fica na porta de entrada da Tenda dos Autores, onde acontecem os debates com os escritores.
Segundo Seibel, a livraria paulista, que trouxe mais de 15 mil livros para vender em Parati, tem ficado aberta até 1h da manhã. "Tem gente comprando até essa hora, apesar do movimento pequeno de valor. Ficamos até o último cliente."
Como resultado parcial, já que o balanço final será feito apenas na segunda-feira, a livraria contabilizou que O Vendedor de Passados foi o mais vendido até agora nas quatro máquinas registradoras da loja. No top 10 das listas das quatro máquinas também aparecia O Ano em que Zumbi Tomou o Rio.
Em duas máquinas, o segundo lugar ficou com A Cidade e Os Livros, do poeta Antonio Cicero, que também participou de um encontro no mesmo dia, com Arnaldo Antunes e Chico Alvim. Em outras duas listas, Balerale, de Marcelino Freire, ficou em terceiro.
Na livraria Nova Parati, que tem duas sedes em Parati, as únicas livrarias da cidade, o escritor mais procurado também foi Agualusa. O livro mais vendido, no entanto, era O Ano em que Zumbi tomou o Rio, que já estava até esgotado.
Especial sobre a FLIP
O romance de Agualusa, que tem tios e avós cariocas, leva às últimas consequências a hipótese de que imigrantes angolanos estariam infiltrados nas favelas do Rio para radicalizar a luta armada entre traficantes e polícia.
No primeiro ano da Flip, em 2003, a Nova Parati era a livraria oficial do evento e, segundo a proprietária Norma Reis, este ano eles nem foram procurados para participar. "Estou vendendo apenas 30 por cento do que foi no ano passado", disse Norma Reis.
"Ontem e anteontem (quarta e quinta) o movimento estava muito fraco, mas acho que os livros começaram a faltar lá (na Livraria da Vila) e o pessoal está me descobrindo agora. O movimento hoje está bem melhor", disse.
Entre outros escritores mais procurados na Nova Parati, segundo a proprietária, estavam Colm Tóibín (Luz do Farol) e obras de Lídia Jorge.
|