| Walter Craveiro/Flip/Divulgação |
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| Chico Buarque leu trechos de seu romance Budapeste |
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Teve empurra-empurra, confusão e gritaria na entrada da palestra mais concorrida da 2ª Festa Literária Internacional de Parati (Flip), que reuniu Chico Buarque e o norte-americano Paul Auster, um dos mais celebrados escritores da atualidade.
Veja fotos da palestra! 
Especial sobre a FLIP
Chico comanda futebol literário
Os 550 ingressos da Tenda dos Autores, onde estão sendo realizados os encontros, tinham se esgotado apenas duas horas depois de serem colocados à venda, o que já anunciava o interesse que uma platéia com forte presença feminina fez questão de demonstrar na noite de sábado.
Uma hora e meia antes da abertura das portas, já tinha quem estivesse fazendo fila para ver Chico falar sobre seu mais recente livro, Budapeste, no qual o personagem principal é um "ghost writer".
Aos poucos, o burburinho foi se formando de tal forma que a pequena multidão começou a demonstrar impaciência com o atraso de cerca de 15 minutos.
No outro lado da tenda, os organizadores tentavam acomodar os convidados, e logo uma outra pequena multidão de sem-convites, segundo a assessoria de imprensa, forçou a entrada na sala e ocupou os lugares mais nobres da platéia.
Quando a porta para o público geral foi aberta, a pressa foi quase inevitável. Pessoas jogavam casacos em cima das cadeiras para reservar seus lugares e, em vários pontos, ouvia-se bate-boca de gente brigando pelas melhores posições.
No fim, segundo a assessoria de imprensa, cerca de 100 pessoas tiveram de se sentar nas escadarias.
"Muita gente se aproveitou da situação para entrar sem convite. Não foi um problema de organização, é que existem pessoas e pessoas", disse uma assessora.
Aos poucos, os ânimos foram arrefecendo para a palestra começar.
A idealizadora do festival, a editora inglesa Liz Calder, mediou o encontro, no qual Paul Auster leu um trecho de Budapeste em inglês e Chico fez o mesmo com Noite do Oráculo, em português, último livro de Auster. Então, ambos recitaram trechos de suas próprias obras.
Depois, os dois autores responderam a perguntas de Calder e do escritor Milton Hatoum, que também estava mediando o evento, e discorreram sobre seu processo de criação.
No fim, contestaram a algumas questões da platéia. Uma delas foi sobre a importância da crítica literária.
Chico disse que mantém a mesma opinião desde 1980, de que a crítica literária feita no Brasil é de má qualidade. Já Auster, que já se devotou ao ofício, foi mais diplomático.
"Crítica literária é algo para se fazer quando se é jovem", afirmou.
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