| Walter Craveiro/Flip/Divulgação |
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| "Não dá para fazer um jornal que apóie o governo", disse Ziraldo |
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O cartunista Ziraldo, que depois de passar por uma angioplastia foi à Festa Literária Internacional de Parati (FLIP), anunciou o fim do jornal O Pasquim 21 por achar "desconfortável" fazê-lo agora que Lula chegou ao poder.
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Especial sobre a FLIP
O tablóide, inspirado em O Pasquim dos anos 70, foi lançado há dois anos e meio. O último número irá às bancas nesta semana, com uma homenagem a Brizola, morto recentemente, com a manchete "Adeus, Velho Briza".
Ziraldo explicou que a volta do jornal visava defender os ideais de Lula e que agora se sente em uma posição desconfortável.
"Não posso abandonar o Lula agora. Como disse o pai de Fernando Sabino, se não acabou bem é porque ainda não acabou", disse Ziraldo, sobre a situação política do país. "Estou com uma vontade de meter o pau neles também."
Ele falou ao público da Festa Literária Internacional de Parati no sábado, em uma mesa com Angeli e Luis Fernando Veríssimo, mediada por Zuenir Ventura.
O cartunista ficou emocionado com o carinho que recebeu dos amigos quando foi levado ao hospital na semana passada para tratar do coração, mas disse que não foi "nada sério".
"Foi só uma angioplastia, nada demais. Da próxima vez, prometo algo maior, um infarto! Mas ainda bem que não foram hemorróidas."
Ao ler um texto que havia preparado em casa especialmente para a Flip, Ziraldo explicou que estava procurando uma frase definitiva para ficar na memória das pessoas.
"Presta bem atenção, hein? Vou falar agora: a palavra é o átomo da alma", disse o cartunista, cheio de pompa.
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