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Arte e Cultura
Domingo, 11 de julho de 2004, 21h18 
Flip termina com saldo positivo para latinos
 
Walter Craveiro/Flip/Divulgação
José Eduardo Agualusa: um dos mais aplaudidos na Flip 2004
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Mesmo com todas as expectativas voltadas para os grandes autores de língua inglesa, foram os latinos que surpreenderam a 2ª Festa Literária Internacional de Parati, que terminou na noite deste domingo. Tanto no quesito vendas como aplausos, a festa foi da língua portuguesa e espanhola.

Na livraria oficial do evento, o autor angolano José Eduardo Agualusa foi o mais vendido durante os cinco dias de festa. A espanhola Rosa Montero e o português Miguel Sousa Tavares, com Equador, foram os outros dois que mais venderam. Segundo Samuel Seibel, proprietário da Livraria da Vila, os livros de Agualusa foram esgotados três vezes, vendendo cerca de 500 exemplares. O balanço final das vendas, segundo Seibel, será feito a partir de segunda-feira, em São Paulo, sede da livraria.

Entre os livros do angolano estão O Vendedor de Passados, que é o mais recente, Nação Crioula e O Ano em que Zumbi Tomou o Rio, este altamente elogiado por Caetano Veloso, quando os dois dividiram uma mesa na sexta-feira.

Liz Calder, a inglesa idealizadora da Flip, fez um balanço positivo da festa neste domingo e também confirmou o sucesso dos latinos. "Rosa Montero e José Eduardo Agualusa foram grandes surpresas", disse Liz Calder. "As mesas de Colm Tóibín (irlandês) e José Miguel Wisnik foram maravilhosas. São idéias que estão no ar, que mudam a vida da gente."

Além das vendas, os aplausos também foram na mesma direção. "Percebi três mesas que foram muito aplaudidas, aplaudidas de pé, com muita emoção", disse o diretor de programação da Flip, Flávio Pinheiro, após o último debate.

Para ele, além da mesa de Chico Buarque e Paul Auster (norte-americano), as mais bem recebidas pelo público foram os encontros de José Miguel Wisnik, que falou sobre a brasilidade pela ótica da obra de Guimarães Rosa, autor homenageado do ano, e da dupla composta pelo escritor Ferréz (Capão Pecado) e pelo sociólogo José de Souza Martins, que falaram sobre exclusão social.


 

Reuters

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