Wando agitou o público na Virada Cultural nesse sábado
Foto: Raphael Falavigna/Terra
Nem todos os presentes ao palco do Largo do Arouche, em São Paulo, esperavam uma Virada Cultural tão animada. O local, conhecido informalmente como o "palco brega", recebeu cantores como Wando e Reginaldo Rossi na noite desse sábado. Pelo menos 40 mil pessoas acompanharam as apresentações.
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Quem abriu a noite foi Benito de Paula às 19h30. Luís Ayrão emendou os ritmos de décadas passadas e animou o público até às 22h30. Mas o ponto alto da festa foi o show de Wando, um dos ícones do brega no país, que entrou em cena por volta das 23h20.
Bem vestido, o artista não deixou de levar as rosas vermelhas e as calcinhas com sua assinatura para o palco. Enquanto isso, várias mulheres da platéia esticavam roupas íntimas (sutiãs e calcinhas) e gritavam o nome do ídolo.
Uma das mais atiradas era Malu Silva, uma representante comercial de "vinte e poucos anos", como se definiu. "Isso acontece só uma vez no ano, então tudo é permitido", disse.
Um pouco à sua frente, Victória Duarte, 62 anos, curtia a apresentação com muita descontração. "Gosto desse palco porque vêm aqui artistas que não estão na mídia. Por mim, vou até amanhecer", disse às gargalhadas. Questionada sobre a beleza de Wando, Victória foi categórica: "ele não é bonito, é erótico".
Enquanto as mulheres da platéia se esforçavam para criar uma forma de chamar a atenção do cantor, Wando aproveitava o intervalo das músicas para mostrar que ainda é bom com as fãs. "Eu dedico esta música para aquela mulher que sabe cruzar a perna no momento certo e descruzar no momento exato", disse ao introduzir uma de suas canções.
O cantor encerrou o show com dois sucessos: Moça e Chora Coração. Depois disso, distribuiu rosas às mulheres que estavam perto do palco - como sempre faz.
Na seqüência, Reginaldo Rossi comandou o Arouche com hits como Garçon, A Raposa e as Uvas, I will survive e arriscou canções de Zezé di Camargo e Luciano, Andréa Bocceli, Roberto Carlos e Beatles.
Entre as pérolas, Rossi destacou um assunto típico do seu repertório - o corno. "Todo castigo para corno é pouco. É por isso que digo que o homem que é homem deve dar à sua mulher carinho, amor, carro 0km, casa na praia, R$ 40 mil por semana", brincou. Em polvorosa, a platéia foi ao delírio com a declaração.
A Virada Cultural prossegue até às 18h desse domingo.
- Redação Terra

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