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 Praia de Copacabana ganha esculturas de areia no Viradão
07 de junho de 2009 20h36 atualizado às 20h39

Rogean Rodrigues apresenta a sua Torre Eiffel no Rio. Foto: Isaac Ismar/Especial para Terra

Rogean Rodrigues apresenta a sua Torre Eiffel no Rio
Foto: Isaac Ismar/Especial para Terra

No último dia do Viradão Carioca, evento que promove diferentes estilos culturais durante 48 horas ininterruptas no Rio de Janeiro, a Praia de Copacabana ganhou ares franceses. A exposição Ano da França no Brasil, com esculturas feitas de areia alusivas a diversos cartões-postais franceses, aconteceu durante todo o domingo em uma das praias mais famosas do País. A Torre Eiffel, o Rio Sena, a Bastilha, a Catedral de Notre Dame e até a obra O Beijo, do escultor Auguste Rodin, ganharam espaço.

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Feitas com a areia da própria praia e a água do mar, as esculturas impressionam cariocas e turistas pela semelhança com os locais de origem. Muitos param para fotografá-las, conversar com os autores e contribuir financeiramente com a arte.

A Secretaria Municipal de Cultura do Rio, responsável pela realização do Viradão Carioca, apresentou algumas imagens de pontos turísticos da França para ajudar os artistas no desenvolvimento das esculturas. O trabalho deles começou no último sábado pela manhã e alguns só foram finalizados no início da noite de domingo.

Ives Ramos, de 31 anos, optou por criar uma Bastilha em estilo tropical, tendo como fundo as águas do Atlântico. Quem passeia pelo Calçadão de Copacabana com freqüência já deve ter visto alguma obra dele. "Fiz devagar para que as pessoas pudessem me ver trabalhando. Tem gente que pára e pergunta qual material utilizo. Respondo: 'Areia, água, talento e paciência'", contou Ives, que chega a faturar R$ 200 em colaborações durante domingos movimentados.

Ao lado estava Rogean Rodrigues, de 27 anos, que também sempre expõe suas esculturas na Praia de Copacabana. Para a mostra Ano da França no Brasil, ele se inspirou na Torre Eiffel e na Catedral de Notre Dame. "Optei pela Torre Eiffel porque geralmente faço trabalhos na areia relacionados à arquitetura, como o Maracanã, igrejas e hotéis", disse o mais jovem dos escultores, que se orgulha de algumas vezes ser contratado por empresas para esculpir obras de arte em areia durante eventos. "Já conheci muitos estados por causa das esculturas".

Desde os sete anos de idade o escultor Carlos Pita, 34, dá forma à areia molhada. Neste domingo ele dedicou apenas duas horas do seu tempo para esculpir O Beijo, de Auguste Rodin. No sábado, Carlos trabalhou em uma obra que homenageava o Arco do Triunfo, mas, por conta do destino, a areia desmoronou. "O processo não é tão simples. Como já fui pedreiro, sei recolher a areia limpa, sem nenhum resíduos, nem grãos grandes. Desisti do Arco do Trunfo porque caiu três vezes. Não tive triunfo", brincou.

Acompanhados de perto pela relações públicas da Associação Castelo de Areia, Luiza Carino, os escultores receberam uma contribuição da Secretaria Municipal de Cultura por terem aderido ao Viradão Carioca.

De acordo com Luiza, o objetivo é fortalecer o trabalho de pessoas que nem sempre são devidamente valorizadas. "A intenção é trazer visibilidade para o trabalho deles, que muitas vezes passam despercebidos. A idéia inicial era promover um concurso, mas decidimos uni-los em uma exposição. Juntando essas obras, tudo fica mais fácil", explicou.

O Viradão Carioca termina na noite deste domingo com show de Lulu Santos no palco O Rio de Janeiro, fevereiro e março, na Praça 15, no Centro.

Especial para Terra