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Arte e Cultura
Terça, 9 de junho de 2009, 11h13  Atualizada às 14h15
Caderno de desenhos de Picasso é roubado de museu
 
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Um caderno de desenhos do pintor espanhol Pablo Picasso foi roubado nesta terça-feira (9) do museu do artista em Paris, informou a Polícia à Agência Efe. A peça roubada, que continha 33 desenhos, é avaliada em cerca de 8 milhões de euros, e não se sabe quando aconteceu o delito, que foi descoberto pelos funcionários do museu.

A obra foi roubada entre ontem e hoje, dia de fechamento do museu, sem que tenha sido registrada a ruptura de nenhum elemento do museu. Os trabalhadores do museu descobriram o roubo quando faziam um inventário. Segundo as fontes, a obra foi vista ontem na vitrine onde estava exposta e hoje não estava mais no local.

O Ministério de Cultura afirmou, em comunicado, que a vitrine estava fechada pelo lado de fora, mas que a abertura não demandava nenhuma ferramenta específica. A investigação do roubo está nas mãos da brigada de repressão à criminalidade.

Segundo a nota explicativa ao lado da vitrine onde estava o caderno, são desenhos feitos com lápis sobre papel para tinta pintados por Picasso em dois períodos, entre 1917 e 1918, e entre 1923 e 1924. Trata-se de um novo roubo de obras do pintor espanhol na capital francesa, após o de fevereiro de 2007, quando os ladrões retiraram da casa em Paris de Diana Widmaier-Picasso, neta do artista, duas obras avaliadas em 50 milhões de euros. As peças foram recuperadas pela Polícia seis meses depois.

Marina Picasso, outra neta do pintor, sofreu o roubo de cerca de 15 quadros em sua casa em Cannes, em 5 de novembro de 1989, mas as obras apareceram quatro dias depois.

Em janeiro de 2004, uma obra de natureza morta de Picasso foi roubada do museu Georges Pompidou de Paris, mas foi encontrada três meses depois. No entanto, o roubo mais importante na França é de 1976, quando foram retiradas 118 obras de Picasso do Museu de Avignon.

Outros roubos de obras do artista espanhol aconteceram em Zurique, Londres e Rio de Janeiro, em 1994, 1997 e 2006, respectivamente. No primeiro, desapareceram quase 20 telas em uma galeria de arte; no segundo, um homem levou a escultura Tète de Femme, que foi recuperada; e, no terceiro, foram roubados quatro quadros.
 

EFE

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