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Arte e Cultura
Quarta, 10 de junho de 2009, 10h05 
Guia inclui brasileiros entre 507 artistas mais jovens que Cristo
 
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Eles têm talento e motivação, ganharam fama como inovadores, integram a "próxima geração" mundial de artistas com menos de 33 anos e estão reunidos no livro "Younger than Jesus - The Artists Directory" ("Mais jovens que Cristo - Catálogo de Artistas", em tradução livre).

Esta obra, que tem o formato de um guia telefônico e acaba de ser lançada pela editora Phaidon, reúne nomes de 507 artistas nascidos depois de 1976, entre eles os brasileiros Lia Chaia e Marcelo Cidade.

Em comum, todos os selecionados romperam com "convenções do passado" e têm interesse em "novas propostas". E é exatamente esta a premissa de "Younger than Jesus", explicou à Agência Efe o editor-chefe de arte contemporânea da Phaidon, Craig Garrett.

Numa entrevista concedida em seu escritório, em Londres, Garrett disse que a obra é como um "guia do futuro da arte", e "sem dúvida representa uma ruptura com o passado" e "uma nova forma de apresentação dos artistas contemporâneos".

"Younger than Jesus", segundo o editor, é um censo e também um "catálogo, que ajuda o leitor a localizar arte e artistas novos" com menos de 33 anos. É "quase um poço sem fundo" e, ao mesmo tempo, "é só o ponto de partida para o leitor e os artistas".

Cada um dos 507 artistas ou coletivos incluídos na obra receberam "o mesmo espaço" - uma página -, independente de sua origem e do sucesso que obtiveram. Neste sentido, destacou o editor, o livro dá prioridade "ao trabalho artístico", sem se preocupar em "estabelecer um novo cânone" na arte contemporânea.

No trabalho destes jovens "há temas e enfoques comuns", mas também "existe uma incrível diversidade", que, "surpreendentemente, não é sempre resultado do lugar geográfico" em que os artistas viveram ou fizeram experimentações, afirmou Garrett.

Os felizardos incluídos na obra são de aproximadamente 45 países, mas "muitos deles vivem em várias nações ou se locomovem entre uma e outra com muita frequência".

Além disso, "Younger than Jesus" inova no design. Seu formato "é integralmente parte" do projeto e, segundo Garrett, transmite com exatidão a filosofia de ser uma guia da nova geração artística, com cores e papel que lembram os das listas telefônicas.

Este efeito foi proposital, já que "a letra com a qual foi originalmente desenhada a (lista telefônica da companhia americana) AT&T em 1970" é a mesma usada em "Youngers than Jesus".

No livro, os artistas são apresentados com "milhares de imagens" de suas obras e pouco texto, daí o guia ser "funcional, leve e fácil de carregar, com espaço para anotações e índice em ordem alfabética".

Outro atrativo da obra é que sua organização foi feita com base no funcionamento das redes sociais da internet, a partir da "ideia de que a inteligência coletiva pode conseguir coisas que uma visão unitária" não conseguiria.

O projeto do livro foi concebido pelos curadores Massimiliano Gioni, Laura Hoptman e Lauren Cornell, do New Museum (de Nova York), que, depois, passaram a "supervisionar" a busca pelos "youngers".

Deste trabalho, participaram cerca de "20 correspondentes de nações de todo o mundo", que, por sua vez, contaram com a "colaboração de 150 ajudantes informais".
 

EFE

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