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As obras de três mulheres de países diferentes se encontram a partir desta semana no Memorial da America Latina, em São Paulo (SP), para mostrar o corpo humano submetido a situações de controle e agressão. A exposição Corpos Estranhos tem abertura na noite desta quinta-feira, 18/6.
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A brasileira Laura Lima, Pilar Albarracín, da Espanha, e Regina José Galindo, da Guatemala, reúnem na Galeria Marta Tarba gravações em vídeo de performances, fotografias, uma instalação e instância. Os trabalhos, divididos em quatro espaços, têm curadoria da pesquisadora Cláudia Fazzolari.
Em sua maioria performances, os registros das obras devem impressionar. A obra de Regina Galindo tem caráter político: Quien puede borrar las huellas?, representa mortos de um conflito por meio de marcas de sangue que a artista deixa em frente a um edifício público no seu país natal. É dela também a obra (279), em que a artista se auto-golpeou e gravou o som do número de açoites do título. Eles representam as mulheres assassinadas em 2005 na Guatemala.
Laura Lima faz um jogo com máscaras e sentimentos e traz a instância Dopada, em que uma mulher inconsciente ou semi-inconsciente fica na sala de exposição, em horários pré-estabelecidos.
Albarracín se cobre de terra até o pescoço em Enterramiento e, no ensaio fotográfico Toilette, mostra três corpos nus respingados de sangue.
Galindo foi premiada na 51ª Bienal de Veneza, na categoria jovem artista, e, assim como a Albarracín, expõe pela primeira vez no Brasil.
A mostra está aberta ao público a partir desta sexta-feira, dia 19/6, e segue até o dia 26 de julho. A entrada é franca e o horário de visitação é das 9h às 18h, de terça-feira a domingo.
O internauta Mauro Oliveira, de Caieiras (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos,
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