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Arte e Cultura
Terça, 21 de setembro de 2004, 17h30 
26ª Bienal de São Paulo será aberta no sábado
 
Approach/Divulgação
Spectrum of Brick Lane, obra do britânico David Batchelor que estará exposta na 26ª Bienal de São Paulo
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A 26ª Bienal de São Paulo abre suas portas ao público no próximo sábado (25), reunindo artistas de cinqüenta e seis países, de todos os continentes, que prometem mostrar no Parque do Ibirapuera o que há de melhor e mais relevante em sua produção atual.

Especial 26ª Bienal de São Paulo
Relação dos Artistas na Bienal
Saiba como visitar a 26ª Bienal
Bienal terá obras de 56 países

O tema da Bienal de São Paulo em 2004 será Território Livre e muitos artistas criaram trabalhos especiais e inéditos que vão ser expostos pela primeira vez no Brasil.

Com a participação de 136 artistas, a Bienal de São Paulo está entre as maiores exposições em termos internacionais. Em 2002, a 25ª Bienal recebeu 670 mil visitantes e foi a exposição de arte contemporânea mais visitada no mundo.

O Brasil, como de costume, exibe a maior parte dos artistas. Como os demais países, também é representado por um artista no segmento da "Representação Nacional". Outros 19 brasileiros foram integrados à lista dos 80 artistas convidados de todo o mundo. Cada terço deles coube a São Paulo, ao Rio de Janeiro e ao restante a outros Estados, o que, segundo a avaliação do curador Alfons Hug, é representativo do estado atual da produção no Brasil.

Para enfatizar a unidade temática da mostra como um todo, os artistas convidados e os artistas enviados pelos diversos países foram mesclados na área de 25.000 m 2 do generosamente dimensionado pavilh ão desenhado por Oscar Niemeyer. Apesar de toda a complexidade das diversas vozes, cria-se desse modo um concerto coletivo.

A Bienal fala, como sempre, muitos idiomas ¿ e, na perspectiva da gramática, em dois números. Fala no plural, pois os países indicaram seus próprios curadores, que apresentam uma enorme diversidade de posições artísticas do mundo inteiro. Fala no singular, pois o curador da Bienal, Alfons Hug, também tem a oportunidade de apresentar a sua visão da arte do mundo. Tradicionais em São Paulo e reservadas a artistas especialmente destacados, as chamadas "Salas Especiais' foram mantidas. Haverá, ainda, por ocasi ão das comemorações dos 450 anos de São Paulo, uma sala especial em homenagem a Cândido Portinari, cujo centenário ainda se celebra.

A Bienal de São Paulo será uma área extraterritorial onde os artistas vão erigir as suas povoações utópicas. Concebe-se como último diferencial, no qual se acumulam a massa crítica e a energia positiva que permitem o surgimento do pressuposto da transformação da sociedade e a intuição de novas formas do convívio humano. Cada geração de artistas é chamada a fazer novamente o levantamento topográfico dessa terra de ninguém e traçar-lhe os contornos.
 

Redação Terra