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Artistas de 62 países participarão com 135 obras da 26ª edição da Bienal de São Paulo, uma das principais exposições de artes plásticas do mundo, informaram os organizadores nesta quarta-feira.
A Bienal, que será inaugurada no próximo sábado e ficará aberta ao público entre 26 de outubro e 19 de dezembro, girará ao redor do "Território Livre", uma área de quase 30 mil metros quadrados onde cada artista poderá se expressar sem limitações.
"Do ponto de vista do espaço, tudo estará misturado. Não teremos o gueto nacional de outras bienais", disse nesta quarta à imprensa o curador geral da Bienal, Alfons Hug.
Ele explicou que as representações nacionais e os 80 convidados especiais dividirão o mesmo espaço, uma espécie de "terra de ninguém", e que não existirá o chamado "núcleo histórico", uma sala com obras clássicas que não existe desde a edição anterior.
"Fizemos um trabalho de desmitificação do espaço da exposição, uma democratização dos espaços culturais", explicou o presidente da Fundação Bienal, Manoel Francisco Pires da Costa.
Hug afirmou que devido à projeção mundial da Bienal de São Paulo foram convidados artistas de todos os cantos do mundo "e naturalmente da América Latina".
Os países latino-americanos representados na Bienal são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela.
A Europa estará representada por 25 países e também participarão expositores da Ásia, África e Oceania. Os países africanos participarão com uma mostra fotográfica que retrata imagens familiares e do cotidiano da África do Sul, Togo, Nigéria, Gana, República Democrática do Congo, Camarões e Senegal.
Os artistas participantes foram selecionados com base em sua qualidade e na de sua obra, em sua relevância dentro de sua própria cultura e no alcance global de seus trabalhos, explicou Hug.
Entre os 80 artistas convidados, os brasileiros serão maioria, com 20 representantes.
Dos artistas convidados, oito consagrados, procedentes da Alemanha, Bélgica, Brasil, Chile, China e Portugal, ocuparão as chamadas "salas especiais", integradas dentro do espaço geral da exposição para manter uma tradição da Bienal.
"A Bienal tem grandes momentos de reflexão, poesia e beleza", disse Hug, e acrescentou que, a três dias da abertura, no pavilhão do Parque do Ibirapuera que abriga a exposição já "se pode sentir a paz que só a arte oferece".
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