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Arte e Cultura
Sexta, 24 de setembro de 2004, 22h38 
Sons, biscoitos e nudez abrem a 26ª Bienal em SP
 
Rogério Lorenzoni/Terra
A obra Athens-Beijing/Migrant’s Ark, do grego Harris Kondosphyris, também está na mostra
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Um mapa-múndi de biscoitos, os sons de São Paulo, uma cabana de sensações e uma escultura viva serão motivos de reflexões e diversão na abertura da 26a Bienal de Artes de São Paulo, neste final de semana.

A mostra, que pela primeira vez na sua história terá entrada gratuita, será aberta no sábado à noite apenas para convidados e no domingo para o público, a partir das 17h30.

O mais famoso dos artistas performáticos nesta Bienal é o chinês Song Dong, que preparou um mapa do mundo feito de biscoitos para ser oferecido à platéia durante a festa no sábado.

O artista, que já construiu uma maquete de Xangai com alimentos em 2003, pretende assim expor suas preocupações com o mundo globalizado e fazer com que as pessoas assimilem sua arte de uma maneira diferente, literalmente digerindo-a.

A holandesa Jennifer Tee fará sua performance no domingo, no qual uma espécie de cabana colorida de camping pendurada no teto do pavilhão desce encobrindo parte do público, junto com alguns personagens-atores da obra.

Dentro da cabana escura, cria-se um momento de intensidade, com esses personagens declamando nos mais diversos tons de voz um texto da própria artista, que mistura diversas línguas.

A dupla de portugueses Ruy Chafes e Vera Mantero exibirá uma mistura de coreografia e pintura chamada "Comer o Coração", onde a artista dança nua sobre um suporte e com o corpo todo pintado.

A performance, que tem como conceito criar uma escultura viva, acontecerá todos os dias a partir de sábado até quarta-feira.

O artista-músico-produtor irlandês Dennis Mcnulty se apresentará no domingo, às 17h30, na marquise do parque, apenas com um laptop.

Ele se baseou nos sons que gravou na visita que fez à cidade em janeiro e recebeu a colaboração de alguns artistas paulistanos para compor sua música minimalista e contemplativa.

O público poderá ver na 26ª Bienal os trabalhos de 135 artistas, de 62 países, até 19 de dezembro.
 

Reuters

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