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| Sabino morreu um dia antes de completar 81 anos |
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Amigos e escritores lamentaram a morte do escritor Fernando Sabino nesta segunda, aos 80 anos, no Rio de Janeiro. A escritora Marina Colassanti lembrou da qualidade dos contos de Sabino. "Uma parte da obra é tecida em jornal e é de muito fácil leitura, de muito acesso popular, como cronista. Fui editora do Fernando no Jornal do Brasil. Ele era um contador de histórias. Ele pegava um mínimo caso e transformava numa boa história, irônica. Mas a irônia de Fernando era amorosa", disse.
Especial Fernando Sabino
O imortal Alberto de Costa e Silva lembrou que Sabino nunca concorreu para uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL). "Sabino nunca se candidatou a uma cadeira porque achava que estava muito velho para isso. Os amigos diziam que ele ia criar uma vaga na Academia", afirmou.
O escritor Ignácio Loyola Brandão se emocionou ao comentar a morte de Fernando Sabino. "A literatura acaba de perder um de seus maiores cronistas da história do país", disse.
Antônio Olinto destacou a classe e o estilo de Sabino. "Ele era um grande dominador da língua portuguesa. Sabino escrevia com muita força e muita graça. O Brasil perdeu um grande escritor e um grande ser humano. Eu perdi um grande amigo", disse o escritor.
Carlos Heitor Cony também comentou a morte do amigo. Para o imortal, Sabino se firmou como um escritor definitivo para sua geração. "Era um artista de toda uma geração. Encontro marcado é um livro definitivo", disse à Globonews. De acordo com Cony, Sabino era um "grande ser humano e que sabia fazer amigos".
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