| AFP |
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| Cabeças de bronze da dinastia Qing são motivo de disputa |
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Quem for a Hefei, na província de Anhui, leste da China, poderá admirar as réplicas das famosas cabeças de bronze atribuídas ao final do século 18, o promissor período da Dinastia Qing.
As imagens estão no centro da disputa entre o poderoso país vermelho contra a maior casa de leilões do mundo, a Christie's. O motivo são duas peças que fazem parte do espólio deixado pelo estilista Yves Saint Laurent, programadas para serem leiloadas.
Elas fazem parte de um conjunto composto por 12 animais do Zodíaco chinês, que foram criados para os jardins imperiais durante o reinado do imperador Qianlong.
O governo Chinês alegou que, se for comprovada a autenticidade das peças, elas farão parte do tesouro nacional do país e deverão retornar ao povo chinês.
Segundo a versão oficial chinesa, as duas esculturas em bronze da cabeça teriam sido roubadas quando o palácio imperial de verão, Yuanmingyuan, foi queimado por forças militares anglo-francesas durante a Segunda Guerra do Ópio, em 1860.
A empresa de leilão, apesar do clamor chinês, não pensa em parar o processo do leilão e espera arrecadar com cada peça algo em torno de US$ 10 a 12 milhões.
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