> Diversão  > Arte e Cultura
 notícias por e-mail  fale conosco  rss terra celular

 Sites relacionados
Arteum
Blog
Caras
Disney
Fotolog
Fotosite
GLS Planet
Guia de Cidades
Guia de Motéis
OFuxico
Palavras Cruzadas
Passatempos
Portal Literal
Rádio Terra
Séries de TV
Teatro Chik
Virtual Books

 Fale conosco
Participe e envie suas sugestões aqui!

 Boletim
Receba as novidades por email. Grátis!

'
Arte e Cultura
Quarta, 21 de outubro de 2009, 08h53 
Paulo José volta aos palcos após nove anos
 
Beatriz Nota
 
TV Globo/Divulgação
Refeito de cirurgia, Paulo José diz que ganhou segurança e volta aos palcos
Últimas de Arte e Cultura
» Montenegro e Lacerda são consagrados em prêmio de teatro
» Artista recria imagens de clássicas capas de discos
» Exposição com fotos de Brigitte Bardot chega a São Paulo
» Temporada de ópera no Scala de Milão abre com 'Carmen'
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Um marca-passo implantado no cérebro reinventou a vida do ator Paulo José. "Eu sou biônico", brinca o artista de 72 anos, recuperado de uma cirurgia para atenuar os efeitos do mal de Parkinson - que causa sintomas como tremores -, diagnosticado há 16 anos. A bem-humorada declaração sugere ainda seu caráter indestrutível e obstinado, definições bem mais apropriadas ao veterano ator, diretor e pensador, que sofre de um "mal" progressivo e irreversível: quer viver e trabalhar intensamente, sem temer as más ondas que possam aparecer em seu percurso.

Longe dos palcos há nove anos, Paulo José retorna sexta-feira (21) em Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar, que inaugura o Teatro Oi Futuro, em Ipanema. Na peça em homenagem à poeta morta na década de 80, o ator divide a cena com Ana Kutner - uma de suas três filhas do casamento com Dina Sfat -, a quem também dirigiu. "A vida é feita de acasos. Quem planeja já sabe que vai dar errado. A ideia de fazer o espetáculo está rolando há tempos", diz Paulo, que atribui à última cirurgia a segurança para voltar às temporadas teatrais. "A operação me fez muito bem e me senti apto a voltar, pois agora controlo melhor os movimentos", explica.

No tempo de cortinas fechadas, Paulo esteve (muito) envolvido com cinema, TV e projetos da cena cultural, e não perdeu a leveza. "É meu 'Parkinson de Diversões'. Eu me dou bem com a doença. Quando as peças estão saindo da garantia, com a idade, vão aparecendo os problemas. Tem gente que tem gota, o fígado está um patê... A doença é degenerativa, mas o envelhecimento o é", resume, sabiamente.

A filha companheira de cena é também parceira de vida - "Temos ligação forte demais", diz Ana - e dá sermão quando necessário. Em fevereiro, quando o ator quase se afogou nos mares da Bahia, em intervalo das filmagens de Quincas Berro D'água (Sérgio Machado), Ana assumiu o papel de mãe autoritária. "Soube pelo Jornal Nacional e liguei desesperada. Ele me disse: 'Mas não foi nada...'. E brincou: 'É doce morrer no mar...'", conta ela, interrompida pelo pai: "De fato não aconteceu nada, eu nem engoli água, mas tinha um cidadão filmando e virou uma coisa de maluco", explica.

A preocupação de Ana se estende para o excesso de trabalho de Paulo José, recomendação que o ator pretende - "Vamos ver até quando" - acatar: "Tenho que recarregar meu chip, e minha maneira é tendo muita coisa para fazer", diz ele, que emendará a peça com o próximo filme de Selton Mello.

Ativo, Paulo José luta há 16 anos contra o mal de Parkinson e, no final do ano passado, fez a primeira etapa de uma cirurgia de estímulo cerebral profundo. De acordo com o chefe da neurocirurgia do Hospital Geral de Ipanema, Salim Michel, esse é o procedimento mais promissor dentro das condutas de hoje.

"É colocado um marca-passo no cérebro que diminui principal - mente o tremor e a agitação. A bateria precisa ser trocada com frequência", explica o médico. Paulo José ainda vai operar o outro lado do cérebro. "Vou fazer o segundo ato, pois a melhor cirurgia é a bilateral", diz o ator.
 

O Dia

© Copyright Editora O Dia S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O Dia.