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As galerias do Brasil, Colômbia e Cuba vão representar a arte latino-americana na 31ª Feira Internacional de Arte Contemporânea (Fiac), de 21 a 25 de outubro, em um clima de renovação.
Alvo da competição de suas rivais mais jovens, como a Frieze Art de Londres ou a Miami Art Basel, a FIAC, uma das feiras decanas de arte contemporânea, junto com a de Colônia e da Basiléa, optou pelo rejuvenescimento, sem esquecer as obras-base da arte moderna.
Este ano, a feira de Paris inclui um setor dedicado a novas galerias e um espaço para o desenho. Mil e trezentos artistas (mil em 2003) e 214 galerias (175 em 2003) vão expor nos 25.800 m2 da Fiac, que acontece no palácio de exposições da Porta de Versalhes.
As galerias expositoras estarão reunidas em cinco setores: "Fiac Arte Moderna e Contemporânea" (140 galerias), "Perspectivas" (33) "Future Quake" (20, todas de menos de tres anos de exisitência), "Design" (10) e "Edição" (11).
Quase metade das galerias é estrangeira, representando 24 países da Europa, América do Norte, América Latina e Ásia. Entre elas estão a brasileira Jean Boghici (Rio de Janeiro), a colombiana Alcuadrado (Bogotá) e a cubana Havana (Havana). A Itália estará fortemente representada, com 18 galerias, Bélgica com 14 e Estados Unidos com 13.
Um novo espaço de seis mil m2 reunirá a edição e as 52 galerias da jovem criação, divididas entre "Perspectivas" e "Future Quake" ou "tremor do futuro", as palavras com que André Breton classificava toda obra de arte.
"O grande florescimento de jovens galerias ao qual o mundo assiste, e que formam uma nova rede entre elas, vai dar maior dinâmica à Fiac", avalia Jennifer Flay, nova diretora artística da feira.
Uma dinamização considerada indispensável depois das críticas às últimas edições. Na verdade, nos últimos anos não foram poucas as dificuldades que a Fiac enfrentou.
Criada em 1974, com o nome de Salão Internacional de Arte Contemporânea, seu sucesso foi imediato. Nos anos seguintes, instalada no Grand Palais parisiense, consolidou sua fama com a presença de grandes nomes como Andy Warhol. A quantidade de visitantes não deixou de aumentar: de nove mil em 1974 e 15 mil em 1975, para 100 mil em 1984 e 150.000 em 1992.
Um problema na estrutura do Grand Palais, que no final de 1993 exigiu obras de restauração, marcou o fim de uma época. A Fiac se viu obrigada a se instalar em uma tenda na rua Quai Branly e o número de participantes começou a diminuir.
A feira enfrentou uma crise em 1995 - algumas galerias criticaram então a "constante perda de qualidade"- e passou por uma mudança em 1999 para um espaço melhor adaptado no limite de Paris (na Porta de Versalles), na qual será realizada este ano.
Jean-Daniel Compain, atual diretor-geral da Fiac, conta com o rejuvenescimento desta 31ª edição para aumentar o prestígio do evento e espera receber 80 mil visitantes (72 mil em 2003).
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