> Diversão  > Arte e Cultura
 notícias por e-mail  fale conosco  rss terra celular

 Sites relacionados
Arteum
Blog
Caras
Disney
Fotolog
Fotosite
GLS Planet
Guia de Cidades
Guia de Motéis
OFuxico
Palavras Cruzadas
Passatempos
Portal Literal
Rádio Terra
Séries de TV
Teatro Chik
Virtual Books

 Fale conosco
Participe e envie suas sugestões aqui!

 Boletim
Receba as novidades por email. Grátis!

'
Arte e Cultura
Quinta, 29 de outubro de 2009, 16h16  Atualizada às 08h52
Asterix comemora 50 anos mais turbinado do que nunca
 
Divulgação
Capa da edição de aniversário
Últimas de Arte e Cultura
» Montenegro e Lacerda são consagrados em prêmio de teatro
» Artista recria imagens de clássicas capas de discos
» Exposição com fotos de Brigitte Bardot chega a São Paulo
» Temporada de ópera no Scala de Milão abre com 'Carmen'
Busca
Busque outras notícias no Terra:

"Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor." O prefácio de todas as histórias de Asterix dá o tom de aventura épica e bem-humorada que vem pela frente. Em 29 de outubro de 1959, há exatos 50 anos, essa introdução apresentou pela primeira vez os intrépidos Asterix, Obelix e a infalível poção mágica turbinada em seu tempo (Império Romano) e espaço (a antiga Gália, atual França).

» Veja fotos de Asterix
» CORREÇÃO: Asterix comemora 50 anos mais turbinado do que nunca

A história foi publicada na revista francesa Pilote e, dois anos mais tarde, dado o sucesso dos personagens, a obra escrita por René Goscinny e desenhada por Albert Uderzo ganhou seu primeiro álbum. Daí para frente a história conta que os quadrinhos da dupla Goscinny, que faleceu em 1977 e Uderzo, que mesmo sem o particular senso de humor de Goscinny mantém vivos os personagens, receberam o status de patrimônio imaterial na França.

Para comemorar o meio século de Asterix, uma série de eventos foi programado: a começar com o lançamento do 34º álbum da saga Anniversaire d'Astérix et Obélix: le Livre d'Or (O Aniversário de Asterix e Obelix - O Livro de Ouro, em tradução livre) e pela exposição no Museu de Cluny, em Paris, de trinta ilustrações não coloridas de Albert Uderzo mais alguns textos datilografados por René Goscinny quando ele ainda pensava nas primeiras concepções de personagem - em cartaz até 3 de janeiro de 2010.

O livro comemorativo está na lista da editora Record para ser publicado, possivelmente, em 2010. Aliás, a mesma Record publicou no ano passado a primeira prévia dos tributos que agora reverenciam os personagens: Asterix e Seus Amigos, álbum em que Asterix, Obelix, Idéiafix, Panoramix e tantos outros são desenhados por cartunistas renomados como David Lloyd, Milo Manara, Juanjo Guarnido, Vicar, Zep, François Boucq, Jean Van Hamme e Stuart Immonen.

O enredo
As histórias de Asterix contam sempre as desventuras do pequeno Asterix, seu amigo faminto Obelix - que após cair num caldeirão de poção mágica tornou-se o homem mais forte do mundo antigo -, o cãozinho Idéiafix e os demais "ix" da aldeia gaulesa que resiste ao domínio romano com a ajuda de uma poção mágica que lhes dá uma força sobre-humana, preparada pelo simpático druida Panoramix. Marca registrada da saga, as referências (e sutis alfinetadas) ao contexto político da era moderna fizeram desses quadrinhos populares em diversas faixas etárias.

Pela constante movimentação dos personagens centrais por vários lugares da Europa, a série em quadrinhos abriu várias oportunidades para que os autores criassem sátiras dos franceses com seus vizinhos, fossem eles romanos, ingleses ou espanhóis.

Populares também em animações e por três vezes presentes na tela do cinema - com Gérard Depardieu como um divertidíssimo Obelix em Asterix e Obelix Contra César (1999), Asterix e Obelix: Missão Cleópatra (2002) e 'Asterix nos Jogos Olímpicos' (2008) -, a dupla Asterix e Obelix só se aposentam quando Urdezo morrer.

Isso porque o desenhista já avisou que não deseja que os personagens sejam escritos e desenhados continuamente por outros autores. E ele tem suas razões para não se desapegar daqueles que, mais do que muitos livros de história, ensinaram gerações e gerações sobre o quão absurdos e surreais são os grandes impérios.
 

Redação Terra