| Rogério Lorenzoni/Terra |
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| A organização da Bienal espera receber 1 milhão de pessoas até domingo |
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A 26ª edição da Bienal Internacional de São Paulo termina neste domingo, 19, esperando atingir o número de 1 milhão de pessoas em suas instalações no Parque do Ibirapuera. Até esta última terça, quase 850 mil pessoas já haviam visitado a exposição. Em 2002, recebeu 670 mil visitantes e foi a exposição de arte contemporânea mais visitada no mundo.
Gratuita pela primeira vez em 53 anos, a mostra traz 135 artistas, de 62 países, que exibem suas obras sob o tema Território Livre. "O tema proposto deste ano quer abordar como é viver em democracia plena e resolvemos que a exposição fosse gratuita porque queremos que a arte também seja democrática, que todos possam ter acesso a ela", explica Manoel Francisco Pires da Costa, presidente da Bienal.
Manoel destaca ainda que a Bienal de SP é a segunda maior mostra internacional de artistas contemporâneos do mundo e que o intuito é mostrar ao público os futuros "Picassos". "Queríamos que o público reconhecesse esse presente para São Paulo, na comemoração dos 450 anos da cidade, e visitasse o espaço. É uma oportunidade única de acabar com qualquer conceito elitista sobre a mostra", complementou.
E para quem não se sente à vontade em exposições, Manoel faz questão de ressaltar que quer a Bienal cada vez mais perto do público. "A próxima Bienal também será gratuita. Queremos que o público conheça as obras de bermuda, muito à vontade. Temos 320 monitores para explicar um pouco sobre cada trabalho e vamos investir cada vez mais na democratização da arte", finaliza.
A Bienal
São quase 30 mil metros quadrados de "Território Livre", onde cada artista pode se expressar sem limitações.
Entre os 80 artistas convidados, os brasileiros são maioria, com 20 representantes. Os países latino-americanos representados na Bienal são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela. A Europa esta representada por 25 países e também participarão expositores da Ásia, África e Oceania. Os países africanos participam com uma mostra fotográfica que retrata imagens familiares e do cotidiano da África do Sul, Togo, Nigéria, Gana, República Democrática do Congo, Camarões e Senegal.
Dos artistas convidados, oito consagrados, procedentes da Alemanha, Bélgica, Brasil, Chile, China e Portugal, ocupam as chamadas "salas especiais", integradas dentro do espaço geral da exposição para manter uma tradição da Bienal.
Transporte Gratuito
Os visitantes podem visitar a mostra no Ibirapuera usando transporte público gratuito. O trajeto inicia-se no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB-SP), no centro da capital, e segue até o Pavilhão da Bienal.
O transporte é feito por microônibus com capacidade para até 25 pessoas. Os veículos são equipados com ar-condicionado, TV, vídeo, geladeira e seguro, o que garante o conforto dos passageiros.
Os trajetos são feitos de hora em hora, de terça-feira a domingo, das 10h às 20h. Na Bienal, monitores do evento farão atendimento ao público que utilizar o transporte patrocinado pela companhia de seguros Aliança.
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