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Arte e Cultura
Quinta, 19 de maio de 2005, 07h07  Atualizada às 14h08
"Brincalhão" aplica novo trote em museu britânico
 
AP
A "pintura pré-histórica" foi plantada no museu por um grafiteiro
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A última vítima do "brincalhão da arte" mais famoso do Reino Unido, um homem que colocou peças falsas nas galerias mais prestigiosas, foi o Museu Britânico, em Londres, que exibiu a imagem de um homem das cavernas empurrando um carrinho de supermercado.

Apesar de a roda ter sido inventada há 5.500 anos, na Mesopotâmia, e o carrinho de compras ter sido criado em 1937, nos EUA, a galeria de arte romana do conhecido museu londrino expôs durante vários dias uma pedra pintada supostamente por um homem primitivo. O desenho representava um cavernícola empurrando um moderno quebra-galho.

Segundo o diário britânico The Daily Telegraph, a peça falsa, que estava pendurada em uma das paredes do museu, trazia em seu verso a seguinte inscrição: "Homem primitivo, caminho do supermercado."

A fraude foi revelada em sua página de Internet pelo próprio brincalhão, um indivíduo chamado Banksy, que nos últimos anos colocou peças falsas nas galerias de alguns dos museus mais famosos do mundo, entre elas a Tate Britain, de Londres.

Banksy afirmou na Internet que a pedra do homem primitivo estava no Museu Britânico há algum tempo e se comprometeu a presentear com uma de suas pinturas a primeira pessoa que se fotografasse junto à pedra.

Após o alerta na Internet, os responsáveis do museu encontraram a peça pendurada na sala 41 e reconheceram desconhecer há quanto tempo ela estava exposta.

Banksy, a quem a imprensa identifica como Robert Banks, de mais ou menos 30 anos e residente em Bristol (sul da Inglaterra), tem várias ordens de detenção por fraude, mas ele se define como um artista do "grafite".
 

EFE

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