Diversão » Musica » Planetaterra » Planetaterra

 Vocalista do The Ting Tings diz que está ansiosa para tocar no Brasil
21 de outubro de 2009 17h59 atualizado às 18h05

Comentários
 
  Foto: Getty Images


14 de setembro de 2009
Foto: Getty Images

Osmar Portilho
São Paulo

Donos de um dos hits mais tocados dos últimos tempos, Katie White e Jules De Martino, que formam a dupla The Ting Tings, estão se preparando para desembarcar no Brasil no próximo dia 7 de novembro para tocar no Planeta Terra Festival, que acontece no Playcenter, em São Paulo.

Famosos por aqui com o hit That's Not My Name, canção que invadiu as pistas de todas as baladas, os britânicos querem fazer um show dançante com repertório baseado em seu disco de estreia, We Started Nothing, de 2008.

Reclamando do frio de Berlim, na Alemanha, onde a dupla prepara seu segundo álbum, a vocalista Katie White falou ao Terra sobre a expectativa de se apresentar no País e diz que ficou surpresa com a fama da dupla entre os brasileiros. "Estamos muito empolgados em tocar aí. Não imagino fãs brasileiros dançando nossa música", afirmou.

Fã dos brasileiros do Cansei de Ser Sexy e do Bonde do Rolê - grupos que fizeram sucesso na Europa nos últimos anos -, Katie e seu parceiro se dedicam atualmente à gravação do novo álbum do Ting Tings. Katie afirma que as novas músicas são "menos felizes" do que as do CD de estreia. "Te garanto que parece com o nosso som mesmo, mas não tão feliz, sabe?", disse.


Confira a entrevista completa:

Esta será a primeira apresentação do The Ting Tings no Brasil. Como está se sentindo?
Estamos muito empolgados e não vemos a hora de tocar aí. Nunca estivemos no Brasil e muitos músicos que são nossos amigos já tocaram aí e falam muito bem. Somos fãs de Cansei de Ser Sexy e Bonde do Rolê. Não sabemos muito do Brasil, mas sei que estamos empolgados. Quero aproveitar para conhecer outros artistas.

O que os fãs brasileiros devem esperar de vocês ao vivo?
Nossos fãs podem esperar muita dança. Vamos fazer um repertório baseado no primeiro disco, não vamos tocar nada novo ainda. Nunca estivemos no Brasil e queremos tocar as músicas que as pessoas conhecem e conseguem cantar junto. Espero que a gente possa voltar aí no ano que vem para aí sim mostrar as faixas novas.

Vocês fazem grande sucesso nas baladas por aqui. Costumam fazer alguma mudança nas músicas para as apresentações ao vivo?
Nossas músicas são para cima e feitas para todos se sentirem bem. Ao vivo tentamos colocar mais energia nisso tudo. Fico chocada ao ouvir que os brasileiros dançam nossas músicas em baladas. Não consigo nem imaginar.

O que esperam do público brasileiro?
Imagino que as pessoas aí saibam se divertir. Em Londres, a gente faz um show e todos ficam congelados assistindo. Fico me perguntando se eles não querem dançar e como vieram parar no nosso show. É uma coisa de louco. Olho e fico pensando se realmente estão gostando.

A resposta do público interfere muito na apresentação de vocês?
Ficamos empolgados por saber que os brasileiros são um bom público para se tocar. Se temos uma plateia legal e interessada, automaticamente a gente faz um show melhor. As pessoas não costumam entender que se elas não estiverem curtindo, nós também não estaremos.

Como você definiria o som do The Ting Tings?
Na verdade, não sabemos como chegamos nessas músicas. Escrevemos músicas que gostamos. O que sabemos é que somos uma banda pop. Acho que conseguimos fazer algo diferente por não trabalhar com um produtor ou alguém que fique nos direcionando o tempo todo. Não queremos fazer parte de nenhuma cena, só nos preocupamos com a nossa música.

O que mudou na vida de vocês desde o início do The Ting Tings?
Tudo, absolutamente tudo mudou. É até muito estranho. Estamos viajando há um ano e meio fazendo shows todos os dias. Agora viemos para Berlim para trabalhar no nosso segundo disco. Ficamos tão acostumados a ficar na estrada que estou até meio entediada aqui. Tudo mudou tanto que estamos morando na Alemanha, nem sei como viemos parar aqui.

Como vai a gravação do novo álbum?
Ainda estamos muito no começo, mas já começamos a escrever e a gravar algumas coisas. Garanto que parece com o nosso som mesmo, mas não tão feliz, sabe? É um pouco mais dark. São canções um pouco mais climáticas e atmosféricas.

Alguma previsão de lançamento?
Queremos terminar março do próximo ano, mas se demorar um pouco mais eu não me importo. Ninguém está nos cobrando nada e estamos indo muito bem. Não tivemos nenhum bloqueio de inspiração até agora e estamos levando tudo numa boa.

A internet foi o principal meio que ajudou o The Ting Tings a estourar. Qual é a importância dela para a música?
A internet ajuda as pessoas a encontrarem novas bandas, e ajuda novos grupos a serem ouvidos. Quando você começa, nenhuma rádio vai tocar sua música. Acho que a internet tem uma coisa muito honesta nesse ponto. As pessoas não ouvem sua música por obrigação, elas simplesmente continuam indo atrás da sua música se realmente gostam. Quando nossa página no MySpace começou a ter mais acessos, ficamos mais confiantes. Até então a gente não sabia como seria a recepção. Quando vimos pessoas do mundo inteiro ouvindo e nos convidando para shows pudemos entender a dimensão da coisa. Acho brilhante!

Você gosta da música que é feita hoje em dia?
Acho boa. Há muitas bandas criativas surgindo por aí. Eu cresci ouvindo pop totalmente comercial em rádios, tipo Backstreet Boys. Agora que estou mais velha, comecei a ouvir coisas antigas, estou indo para o passado e procurando coisas que as pessoas me diziam que era bom, como o Talking Heads.

Redação Terra