Caso mais antigo de lepra é descoberto em Israel
16 de dezembro de 2009 00h30 atualizado às 03h58

Vestígios da lepra foram identificados no DNA de um homem sepultado em uma tumba de Jerusalém datada do Século I, o que faz do esqueleto a prova mais antiga desta doença, informou nesta quarta-feira a Universidade Hebraica, em Israel.

Com o esqueleto também foi encontrado o mais antigo fragmento de sudário já identificado em Jerusalém, datado da época de Jesus Cristo, destaca a Universidade. Segundo o historiador Orit Shamir, especialista de tecidos antigos, o sudário encontrado agora tem uma técnica de fiação muito simples, bem diferente da textura complexa do sudário de Turim, que muitos pensam ter envolvido o corpo de Jesus após seu martírio.

"Se considerarmos que este é um sudário comum aos utilizados na época de Jesus, é possível concluir que o sudário de Turim não foi fabricado em Jerusalém na época de Jesus", destaca a Universidade Hebraica.

O corpo, que data da primeira metade do Século I, foi descoberto em uma tumba próxima à Cidade Velha de Jerusalém, na mesma zona onde Judas teria se suicidado, segundo a tradição cristã. Outra curiosidade é que o corpo foi enterrado apenas uma vez, e não duas, como era a tradição na época.

Segundo Mark Spigelman, especialista em biologia molecular, além da lepra o homem sofria de tuberculose, a causa direta de sua morte.

AFP
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