Escritor Ray Bradbury defende uma revolução nos EUA
16 de agosto de 2010 18h49

LOS ANGELES, 16 Ago 2010 (AFP) -O escritor americano de ficção científica Ray Bradbury disse nesta segunda-feira, em entrevista ao jornal Los Angeles Times, que os Estados Unidos precisariam fazer uma "revolução" para pôr fim ao poder excessivo do governo.

"Acho que nosso país precisa de uma revolução", declarou o autor de The Martian Chronicles (Crônicas Marcianas) (1950) e Fahrenheit 451 (1953), que completará 90 anos no dia 22 de agosto.

"Há muito governo atualmente. É preciso lembrar que o governo deveria ser do povo, pelo povo e para o povo", acrescentou.

O escritor também disse que os Estados Unidos deveriam "retornar à Lua" e reprovou o fato de o presidente Barack Obama ter renunciado ao projeto.

"Não deveríamos ter desistido disso. Deveríamos ir à Lua e instalar aí uma base, para lançar um foguete com destino a Marte; depois, ir a Marte e colonizá-lo", estimou.

"Depois disso, viveríamos eternamente", afirmou Bradbury.

Paradoxalmente, o homem que escreveu vários clásicos de ficção científica não é um defensor ardoroso da tecnologia.

"Temos muitos telefones celulares, muita internet. Deveríamos nos desembaraçar dessas máquinas logo", disse.

Ray Douglas Bradbury (Waukegan, 22 de agosto de 1920) é um escritor americano de ascendência sueca. Por causa do trabalho de seu pai (Técnico em instalação de linhas telefônicas), viajou por muitas cidades dos EUA, até que em 1934 sua família fixou residência em Los Angeles, Califórnia.

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AFP
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