- Lenildo Ferreira
- Direto de Campina Grande
A tradição católica comemora o Dia de São Pedro, que é considerado o padroeiro dos pescadores e primeiro papa da igreja, a cada 29 de junho. Em homenagem ao santo, que é festejado nas celebrações juninas juntamente com Santo Antônio e São João, fogueiras são acesas e "barqueatas" - procissões no mar - são promovidas. No entanto, São Paulo, que também é celebrado no dia 29 de junho, acabou ficando de fora das festas do mês.
Infográfico: Alesado, gabiru, marretar: conheça o dicionário do nordestinês
Segundo a tradição católica, a coincidência das datas não é por acaso, mas sim porque Pedro e Paulo teriam sido julgados e condenados à morte no mesmo dia. Contudo, não há é uma explicação definitiva sobre as razões que fizeram com que São Paulo acabasse ficando esquecido nos festejos juninos.
No Nordeste, há algumas décadas, era comum que duas fogueiras fossem acesas no dia 29 de junho, mas o hábito acabou praticamente perdido, restrito a poucos registros na zona rural.
Apesar disso, o padre Desenilton, reitor do Seminário Diocesano de Campina Grande, destaca a importância de Paulo. "Se nós somos cristãos hoje devemos a São Paulo. Os outros apóstolos tinham a visão do cristianismo como algo restrito aos judeus. Paulo, porém, abriu para o paganismo. No dia 29 é bom lembrarmos dele, que acaba um pouco encoberto pela grande popularidade de Pedro", afirmou o religioso ao Terra.

