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TV

Anos depois, Camila Pitanga volta a apresentar o programa 'Som Brasil'

24 abr 2012
12h45
atualizado às 12h48
Ana Paula Doerzapff

Camila Pitanga aceitou sem hesitar o convite para voltar ao comando do Som Brasil, que reestreia na sexta-feira (27), na TV Globo, após o Programa do Jô. Isso porque ela nunca quis deixar de ser a apresentadora do musical.

No fim de 2010, depois de dois anos à frente da produção, a atriz precisou se afastar para interpretar a Carol de Insensato Coração. Na época, Patrícia Pillar a substituiu. Agora, Camila está escalada para a próxima novela das seis, Lado a Lado, de João Ximenes Braga e Cláudia Lage. Mas não vê problema em conciliar os dois programas.

"Os horários de gravação não são tão próximos como seriam se fosse uma novela das oito. Um folhetim das seis também tem uma minutagem menor. Foi mais tranquilo para a emissora me liberar para fazer as duas coisas", explica.

O Som Brasil foi ao ar na emissora pela primeira vez em 1981 e, ao longo dos anos, sofreu inúmeras modificações em seu formato. Na nova temporada, ao contrário das últimas edições, a produção não irá abordar apenas as obras de um compositor por edição.

A ideia é homenagear diferentes movimentos, épocas e gêneros da música popular brasileira. "A proposta sempre foi dialogar com as novas gerações e com a história da música no Brasil. Só que agora o enfoque é mais amplo. Acho bacana para o telespectador", opina a apresentadora.

Na estreia, o tema é o Nordeste dos anos 1970. Elba Ramalho e Geraldo Azevedo representam os grandes intérpretes do movimento. Já Nuria Mallena, Karina Buhr e Zé Cafofinho são os novos nomes da MPB convidados para cantar músicas referentes aos cantores e compositores da época. A banda Zé Cafofinho e Suas Correntes, por exemplo, irá apresentar sua versão de Dona da Minha Cabeça, de Geraldo Azevedo. "O maior mérito do Som Brasil é promover esses encontros entre músicos que têm agendas tão diferentes. É uma emoção para as novas gerações, mas também para a turma já estabelecida, que pode ver suas músicas reinterpretadas", avalia Camila.

Os temas Brega, Clube da Esquina e Jovem Guarda também serão abordados. Para poder apresentar cantores, bandas e informações com tamanha diversidade musical, Camila tem estudado os movimentos e épocas que serão mostrados. Eclética, ela garante que estudar a música não é apenas uma obrigação. "Sou completamente envolvida com a música. Adoro revisitar os clássicos. O universo dos anos 1940 e 1950 é algo que quero estudar agora. Até como atriz mesmo. Considero um grande estímulo à sensibilidade", conta.

Apesar de a volta de Camila não ter sido algo planejado quando saiu em 2010, há alguns meses a atriz já desconfiava que pudesse ser novamente chamada. "Conheço parte dessa equipe que está cuidando do programa. Eu nem tinha sido convidada e já rolava um buxixo entre eles", relembra, com empolgação. "Tenho um imenso orgulho de fazer parte de um programa tão bem cuidado. E eu sou só uma mediadora. A protagonista é a música", filosofa.

A transparente felicidade de Camila está diretamente ligada ao fato de ela se considerar uma entusiasta do Brasil. Prova disso é que a atriz é atualmente diretora suplente do Movimento Humanos Direitos, que tem como objetivo a defesa dos direitos humanos no Brasil. "Como cidadãos, acho que devemos criticar e repensar o que não está dando certo, mas também valorizar o que temos de forte. Tenho paixão por defender causas que eu acredito, e a música é uma causa que eu acredito", divaga.

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Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Divulgação
Fonte: Terra

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