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Ator diz ter dificuldade em cenas como nazista em 'Vitória'

4 jul 2014
09h33
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O jeito bem-humorado de Raphael Montagner se distancia da sua fase atual em Vitória. Para se recompor das cenas raivosas e intensas do neonazista Enzo, onde maltrata negros, nordestinos e homossexuais, o ator revela o cuidado redobrado para que a carga dramática do papel não influencie diretamente na sua rotina.

Raphael Montagner
Raphael Montagner
Foto: Carta Z Notícias/Isabel Almeida / TV Press

"Preciso de duas horas para relaxar e faço coisas que me distraiam, como malhar e pensar na família. O clima fica cercado de tensão", avalia ele, que está em seu segundo papel na Record, após interpretar o estudante Leandro de Dona Xepa, em 2013.

No texto de Cristianne Fridman, Enzo é um dos integrantes da quadrilha de vilões, liderada por Priscila, de Juliana Silveira. Para Raphael, o apoio entre os colegas de núcleo foi essencial na sequência da morte do flanelinha Sorriso, vivido por Izak Dahora.

"Não é brincadeira enfiar a bota no rosto do outro ator e falar que ele é miserável por ser negro. O colorido das cenas fica por conta da sintonia do conjunto", elogia.

Nome: Raphael Montagner Alves de Melo
Nascimento: em 23 de novembro de 1983, em São Bernardo do Campo, São Paulo
O primeiro trabalho na TV: "foi em Amigas e Rivais há sete anos, no SBT. Ainda tinha cara de moleque e era bem magrinho"
Atuação inesquecível: "cada trabalho para o ator é especial. O personagem acaba sendo um filho que você adota"
Interpretação memorável: "os trabalhos da Fernanda Montenegro. Ela está sempre se atualizando"
Momento marcante: "a primeira reunião de núcleo de Vitória, quando o diretor Edgar Miranda me disse que eu teria de raspar o cabelo e deixar a barba crescer para o papel"
A que gosta de assistir: "adoro novelas, documentários e programas em canais a cabo"
A que nunca assistiria: "programas sensacionalistas. Já estou interpretando um cara psicopata. Às vezes, quero ver algo mais tranquilo mesmo"
O que sobra na televisão: "o sensacionalismo. Eu entendo que são produções que têm a sua função social e que denunciam os problemas da sociedade, mas, às vezes, não gosto de ver"
O que falta na televisão: "programas mais culturais"
Ator: Antonio Fagundes
Atriz: Fernanda Montenegro
Se não fosse ator, o que seria: "me formei em Educação Física. Então, trabalharia com algo nesta área"
Cena inesquecível na TV: "quando vi a reprise da dona Redonda explodindo na primeira versão de Saramandaia. Era bem gordinho quando criança e me marcou muito. Ficava com medo de comer"
Personagem mais difícil de compor: "na minha fase atual, como Enzo. Tive de me transformar em outra pessoa"
Que novela gostaria que fosse reprisada: Vamp, de Antônio Calmon, exibida pela Globo em 1991
Par romântico inesquecível: Jade e Lucas, vividos por Giovanna Antonelli e Murilo Benício em O Clone, de Glória Perez, exibida pela Globo em 2001
Filme: Menina de Ouro, de Clint Eastwood, de 2005
Livro: Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez
Autor: Clarice Lispector
Diretor: Vladimir Capella
Vexame: "quando estava em cartaz em São Paulo com a peça O Colecionador de Crepúsculos e esqueci o texto. Fiquei nervoso por estar contracenando com Selma Egrei, que é uma deusa da interpretação"
Mania: "de ser perfeccionista"
Medo: "de ficar sozinho. Tenho pavor de pensar nisso"
Projeto: "estou focado somente na novela. Mas quero muito voltar aos palcos"

 

Fonte: TV Press

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