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Atriz mergulha no mundo do striptease para novela na Record

6 mar 2014
10h50
atualizado às 10h52
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Nanda Ziegler define seu trabalho atual como um momento  propício de autoconhecimento. No ar como a stripper Xuxú de Pecado Mortal, a atriz relembra que o cuidado minucioso nas cenas sensuais foi importante para resgatar detalhes particulares. "Logo de início, a personagem foi estuprada. Fiz um estudo intenso de mim mesma e, é claro, do lado psicológico. Para, assim, ter uma entrega em profunda dimensão", analisa. A responsabilidade de trazer à tona um tema de interesse nacional é algo que a motiva em cada gravação. "É bom mostrar mais a realidade dessas meninas. Há muitos casos de violência desse tipo pelo mundo", constata.

<p class="Ttulo18">No ar em <em>Pecado Mortal</em>, Nanda Ziegler mergulha no universo de uma stripper  </p>
No ar em Pecado Mortal, Nanda Ziegler mergulha no universo de uma stripper
Foto: Paulo Figueiredo / Carta Z Notícias

Na história, Xuxú abusa da sensualidade para atrair homens ricos. Para Nanda, a carga dramática da personagem colabora para dar o tom ideal nas cenas. "Xuxú é malandra, consegue despertar essa vitalidade por trás do sofrimento", opina. Com o objetivo de manter a proposta do papel, a atriz costuma rever as sequências para fazer sua própria avaliação. "Gosto de me assistir na medida do possível. É bom para ver se estamos seguindo a linha da personagem e ir ajustando", avalia. 

Para buscar a sensualidade de uma stripper, Nanda assistiu a filmes que exploram essa temática. Entre eles,  Nove Semanas e Meia de Amor, de Adrian Lyne, e Striptease, de Andrew Bergman. "Procuro também ver outros filmes que aflorem a minha emoção. E que não necessariamente estejam ligados a esse meio", conta. Nas diversas cenas de dança, a atriz relembra a ajuda fundamental da coreógrafa Paola Crosara. "Descobrimos juntas o momento certo para despertar minha emoção sexual nos movimentos", elogia. Além disso, Nanda redobrou seu treino de musculação para se adequar à estética necessária. "Eu fico quase seminua, é um trabalho de imagem. Me preocupo com o corpo até para ficar mais segura e transmitir isso para o telespectador", pondera.

Natural de Minas Gerais, a atriz de 32 anos começou a explorar seu lado artístico ainda pequena. "Sempre gostei de fazer cursos de teatro e balé. Depois de um tempo, parei e retomei intensamente na adolescência", conta. Depois de alguns investimentos, Nanda estreou como a Gigi de Prova de Amor, da Record, em 2006. "São oito anos de trabalho e, a cada dia, me sinto mais satisfeita com o quanto posso me doar pela arte", opina. No entanto, Nanda reforça a importância de seu último papel, a Naamá da minissérie José do Egito, de 2012. "Foi um personagem que me marcou, até por ser de época e totalmente diferente de mim", elogia. 

Aproveitando cada oportunidade que surge, a atriz garante seguir com seus estudos de interpretação, mesmo após o término do folhetim. "Um rosto bonito ajuda a abrir portas, mas o ator precisa explorar seu lado intelectual", analisa. Por isso, Nanda se preocupa na construção de sua figura pública. "O conteúdo é o que difere dos demais. Quero ter uma imagem diferenciada", confia.  

Fonte: TV Press

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