TV

publicidade
13 de janeiro de 2012 • 14h23 • atualizado às 15h08

Bruna Marquezini: "não podemos ter tabu ao falar de sexo"

"Ela deixa de ser uma menina sonhadora e romântica para virar uma mulher", diz Bruna Marquezini sobre Belinha
Foto: Jorge Rodrigues Jorge / Carta Z Notícias / TV Press
Mariana Trigo

Bruna Marquezine mal lembra aquela pequena e falante atriz que estreou em novelas como a sofrida e chorosa Salete, em Mulheres Apaixonadas. Agora alta e longilínea, esta carioca de 16 anos de idade praticamente cresceu pelos estúdios do Projac, na Globo. Com uma década de carreira, desde que fez uma participação no infantil O Sítio do Picapau Amarelo como um anjinho, em 2002, Bruna sempre interpretou personagens bem contemporâneas. Mas nenhuma delas mostrou tanto a transformação da atriz quanto a Belezinha, de Aquele Beijo. Em entrevista, a atriz falou sobre o dilema da gravidez na adolescência vivida por sua personagem, e se disse orgulhosa abordando o tema. "Não podemos ter tabu ao falar de sexo", defendeu.

Em sua segunda trama de Miguel Falabella, finalmente Bruna interpreta uma personagem mais adulta, que se sobressai ainda mais na história após engravidar do mulherengo Agenor, de Fiuk. Sem resquícios de suas personagens mais infantis, a atriz tem mostrado cada vez mais segurança cênica ao viver o momento mais conflituoso de sua personagem na história com o bebê indesejado. "Agora ela deixa de ser uma menina sonhadora e romântica para virar uma mulher. Ela passa por poucas e boas com a rejeição da mãe - vivida por Elizângela - e ao se decepcionar com o Agenor", detalha Bruna.

Para a atriz, abordar a gravidez na adolescência e falar sobre os métodos anticoncepcionais através da história é uma forma de alertar milhares de adolescentes sobre a falta de informação e a displicência de muitas meninas quando o assunto é gravidez. Principalmente nessa idade, quando muitas pensam que o "acidente" nunca irá ocorrer com elas. "Não podemos mais ter qualquer tabu ao falar sobre sexo. Muitas meninas pensam que não vão engravidar na primeira vez e não usam camisinha, deixam para lá. Espero que minha personagem alerte e abra os olhos de muitas", torce.

Com uma assumida facilidade para interpretar papéis mais dramáticos, Bruna acredita que os autores se debruçam nessa faceta da atriz. "Choro com muita facilidade e os autores exploram isso. Mas também adoro comédia. Estou tateando como intérprete", analisa ela, que chegou a viver cenas cômicas com Belezinha no início da história, nos concursos de miss. Isso sem falar nas personagens anteriores da atriz, como a nerd Lurdinha, de Cobras & Lagartos. Ou mesmo a Flor de Lys, um papel inspirado em mangás em sua primeira novela de Falabella, Negócio da China, há quatro anos. "Gosto do clima das novelas do Miguel. O astral é sempre bom. A história é bem realista e o público se identifica", acredita.

Mas foi mesmo com a Terezinha, de Araguaia, que Bruna decidiu deixar para trás seus vestígios da infância. Como a personagem ainda era bastante infantilizada, a atriz não podia usar vestidos com decotes ou qualquer vestígio de maquiagem em cena para não parecer mais velha. "Eu me transformei muito naquela novela. Ainda sou uma menina, não sou uma mulher, mas ela era bem infantil e eu já era adolescente. Foi uma passagem na minha carreira", define, jogando para os ombros os longos cabelos cacheados.

Hora de decidir
Estudante do segundo ano de uma escola americana na Barra, na Zona Oeste do Rio, Bruna Marquezine ainda não sabe ao certo que rumo profissional deve seguir. Sua dúvida circula entre os cursos de Jornalismo, Arquitetura, Cinema e Artes Cênicas. "Sou preguiçosa, mas sou boa aluna. Acho importantíssimo fazer uma faculdade, mesmo já sendo atriz", avalia.

Pela facilidade com a língua inglesa e os intercâmbios proporcionados pela escola bilíngue, a atriz muitas vezes pensa em passar um tempo nos Estados Unidos cursando Cinema ou Artes Cênicas. No entanto, também teme em deixar para trás toda a carreira construída ao longo de 10 anos no Brasil. "Tenho esse dilema e medo de recomeçar do zero. Mas também tenho a opção de fazer cursos mais curtos lá fora e fazer uma faculdade no Brasil. Vamos ver!", analisa.

TV Press