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Filme 'Xingu' vira minissérie: "na TV temos mais chance"

10 dez 2012
14h44
atualizado às 15h10
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Após alcançar apenas 360 mil espectadores nas nove semanas em que ficou em cartaz, a superprodução Xingu retorna às telas, desta vez em formato de minissérie. Com o subtítulo A Saga dos irmãos Villas-Boas, o filme será exibido em quatro capítulos a partir do dia 25 de dezembro, logo após os especiais de fim de ano, na Rede Globo, co-produtora do longa.

Caio Blat posa entrre os colegas de elenco Felipe Camargo (dir) e João Miguel (esq)
Caio Blat posa entrre os colegas de elenco Felipe Camargo (dir) e João Miguel (esq)
Foto: Daniel Ramalho / Terra
 
Editados em conjunto pelo diretor Cao Hambumguer e Guel Arraes, os 103 minutos do longa ganharam o acréscimo de algumas cenas deixadas de lado no corte final e trechos de narração do ator João Miguel, gravados especialmente para a série. A versão foi apresentada à imprensa nesta segunda-feira (10).
 
“Foi tudo feito junto com o Cao. Acrescentamos algumas cenas, uma introdução em cada episódio, mexemos na ordem de outras. A recepção muda na TV, você está vendo um episódio por dia, tem a interferência da casa, telefone, cachorro”, explica Guel. 
 
Aideia é que, com a série, Xingu alcance um público maior. “Esse é um filme com uma mensagem muito poderosa. Ele apresenta três heróis brasileiros, mais importantes que os astronautas americanos”, brinca Guel. “Na TV temos mais chance de chegar no público de A a Z”.
 
Para Cao, falar de índios e da nossa história recente permanece um tabu e o filme, apesar de não ter chegado a barreira dos 1 milhão de espectadores, como esperava a produção, teve um bom desempenho. “A gente esperava mais bilheteria, mas não foi um desastre. O filme foi vendido para mais de 15 países, isso em uma época de crise, foi muito bem recebido pela críticas e nos festivais que participou”, afirmou.
 
O diretor acredita que a série pode contribuir para a divulgação da história dos irmãos Villas Bôas, responsáveis pela criação do Parque Nacional do Xingu. “Espero que entendam mais a história dos povos brasileiros, a cultura. O filme quebra visões muito estereotipadas dos indígenas, o que vai contra interesses econômicos."
 
Caio Blat, um dos protagonista do longa, reforça que o filme fala do passado, mas também do futuro, ao tratar de temas como a luta pela terra na Amazônia. “Belomonte está sendo construída no mesmo lugar em que os índios lutaram contra a Transamazônica. Espero que essa história chegue na casa das pessoas, seja estudada na escola. O Brasil é o único país que preservou seus índios."
 
Fonte: Especial para Terra

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