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 Casamento da Maya e Raj mobiliza mais de 200 pessoas
20 de março de 2009 18h57 atualizado às 19h07

Juliana Paes e Rodrigo Lombardi gravam cena de casamento. Foto: Luiza Dantas/ Carta Z Notícias/TV Press

Juliana Paes e Rodrigo Lombardi gravam cena de casamento
Foto: Luiza Dantas/ Carta Z Notícias/TV Press




Gravações de festas em novelas sempre demoram. Mas, quando envolve uma cerimônia com costumes diferentes e 150 figurantes, elas ganham porte de superprodução.

Foi o que a equipe de Caminho das Índias sentiu ao encenar o casamento da mocinha Maya com o noivo prometido Raj, de Juliana Paes e Rodrigo Lombardi.

Desde figurinos que pareciam aumentar o calor de 37º C até a dificuldade de reproduzir um típico casamento indiano, tudo fazia com que o tempo parecesse não passar na cidade cenográfica construída no Projac.

"Cheguei cedo e fiquei mais de quatro horas me arrumando. Não é mole casar na Índia, tá!?", brincava Juliana, enquanto mostrava à imprensa o vestido que marca a entrada de sua personagem na residência de Opash, de Tony Ramos. Segundo a atriz, a roupa custa cerca de US$ 300, se comprada na Índia.

Curiosamente, as cenas não foram dirigidas por Marcos Schechtman, que assina a direção geral da novela. Fred Mayrink comandou os trabalhos, sempre paciente com tantas pessoas envolvidas. E, por incrível que pareça, não foi preciso interromper as gravações muitas vezes para garantir que tudo saísse conforme o planejado.

"Quando a equipe está afinada e os figurantes ficam atentos, tudo corre numa boa", explicava Rodrigo Lombardi, enquanto descansava de camiseta antes de vestir a roupa do noivo para recomeçar suas cenas.

Apesar de mobilizar quase todo o núcleo indiano da trama, quem mais sofreu na gravação foram os figurantes. Eles chegaram à emissora por volta de seis da manhã, incluindo as crianças, e só saíram doze horas depois, quando o trabalho foi finalizado.

"É muito cansativo. Tem de gostar muito de participar de uma novela para agüentar esperar quase três horas para começar a gravar. E o dinheiro nem é tão bom", reclamava um deles, que preferiu não se identificar. Segundo ele, cada figurante embolsou R$ 46 pela diária, cerca de 10% do salário mínimo, atualmente em R$ 465.

O casamento da mocinha marca uma nova fase na novela. E parece vir em boa hora, tamanhas são as críticas sofridas pela atriz e por Márcio Garcia, que interpreta o intocável Bahuan, pela falta da "tal" química que deveria existir entre os personagens principais.

Apesar de não concordar com os comentários, Juliana entende que o "quase beijo" usado inicialmente pela novelista Glória Perez não teve muita receptividade. "Acho que algumas pessoas não tiveram sensibilidade para compreender a proposta daquelas seqüências", defende.

A expectativa para o novo momento da história é grande. Rodrigo Lombardi confessa que o público nas ruas parece torcer pelo romance entre seu personagem e a brasileira Duda, de Tânia Khalil, mas não sabe se isso vai continuar.

"Assim que a Maya e o Raj se casam, existe uma vontade muito grande dos dois de se apaixonarem. Acho que a carência vai uni-los", opina. Juliana concorda, e vai além.

"Há uma possibilidade grande dos dois se interessarem. Talvez isso mexa com o público e ajude a confundir as pessoas sobre qual o melhor final para a história. Por isso que dizem que novela é obra aberta", analisa a atriz.

TV Press