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No ar em 'Aquele Beijo', Leilah Moreno se compara a Beyoncé

18 mar 2012
11h25
Mariana Trigo

Leilah Moreno não consegue passar despercebida. Com o corpo esculpido pela malhação, a mulata de longos cabelos alourados e voz grave assegura que a carreira de atriz foi a consequência de seu amor pela música. Nascida em uma família de músicos em São José dos Campos, no interior paulista, a atriz de 28 anos começou a entrelaçar o canto com o teatro ainda cedo, com aulas de interpretação durante a faculdade de Música.

Leilah Moreno fala sobre sua carreira de atriz e cantora
Leilah Moreno fala sobre sua carreira de atriz e cantora
Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias / Divulgação

Todo esse histórico serviu de inspiração para compor a detestável vilã que a atriz interpreta em Aquele Beijo. Batizada de Grace Kelly em homenagem à eterna diva do cinema, a maior inspiração da personagem, no entanto, é o visual fatal da cantora americana Beyoncé. "No começo da novela, a produção me propôs um cabelão preto e cacheado, mas depois me deram uma cara de palco, mais Beyoncé. Achei incrível", diverte-se.

No entanto, Leilah só titubeou mesmo quando soube que havia sido escolhida para fazer uma vilã detestável. "Levei um susto e fiquei preocupada por terem achado que esse é o meu perfil, mas hoje fico lisonjeada por causa da repercussão da Grace", observa a atriz, que se inspirou em vilãs de destaque da história da teledramaturgia, como a Raquel, de Mulheres de Areia e Maria de Fátima, de Vale Tudo, ambas vividas por Glória Pires.

Isso sem falar que chegou a comprar o box da novela Roque Santeiro, para incrementar a personagem com o exagero espalhafatoso que Regina Duarte usou na despachada Viúva Porcina. "Hoje percebo o destaque dessa personagem nas ruas. As pessoas me dão muita lição de moral", afirma a atriz, que estreou na tevê como Barbarah, do seriado Antônia, uma produção televisiva adaptada do longa homônimo de Tata Amaral. "A série estreou primeiro que o filme. Antes disso, não tinha noção do que era ser conhecida", lembra a atriz, que, nessa época, já lançava seu terceiro CD como cantora de black music e pop.

Foi pelo timbre e estilo musical que Leilah passou seis anos como backing vocal da banda do programa Altas Horas, ao lado de Serginho Groisman. "Tive de deixar o programa porque não dava para conciliar com a novela. Mas o Serginho disse que as portas estariam abertas para mim", comemora.

A atriz, que canta desde os nove anos de idade, montou sua primeira banda aos 12 anos, até participar de um programa do Raul Gil e começar a abrir shows de cantores como Daniella Mercury e Milton Nascimento. Trabalhando com música eletrônica desde 2008, Leilah pretende voltar a gravar um CD com o término de Aquele Beijo, prevista para abril.

"Minha inspiração vem de cantoras antigas, como Billie Holiday, Aretha Franklin e até Whitney Houston. O brasileiro aceita bem esse tipo de música quando vem de fora. Mas quando alguém daqui canta, acham brega", lamenta a atriz, que atualmente está com a música You're Not Here dentre as mais tocadas no México nos últimos meses. "Era para eu estar lá divulgando, mas não posso ir por causa da novela. As pessoas acham que eu uso a carreira de atriz para cantar, mas é o contrário. Sempre cantei e a atuação veio depois", explica, posando com cara de diva pop.

Fonte: TV Press
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