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No ar em 'Pé na Cova', Mart'nália diz: "não estou confiante"

28 jan 2013
20h55
atualizado às 20h57
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Antigamente, o artista completo era aquele que atuava, cantava e dançava. Mas, com o tempo, essas três expressões artísticas foram se ramificando. Hoje, um ator consagrado não precisa necessariamente de um lado musical. Como também não se espera que um cantor tenha um bom desempenho na interpretação. Entretanto, ultimamente, algumas novelas e séries têm apostado em cantoras, na maioria conhecidas do grande público, para papéis de destaque na tevê. A mais nova integrante do grupo das cantoras que atuam é a sambista Mart'nália. Esta semana, ela estreou na tevê na pele da mecânica Tamanco, na nova série da Globo, Pé na Cova. "É difícil, porque a minha dicção é péssima e eu nunca tinha atuado antes. Então, não estou muito confiante. Mas todo o elenco me ajuda, principalmente o Miguel e a Marília Pêra", confessa. A participação da filha de Martinho da Vila na série foi ideia do próprio Miguel Falabella, autor e protagonista da produção, que ainda facilita o trabalho da cantora com falas mais curtas, logo, mais fáceis de gravar.

Além de Mart'nália, já apareceram na TV cantoras como Ivete Sangalo, Margareth Menezes e Fafá de Belém
Além de Mart'nália, já apareceram na TV cantoras como Ivete Sangalo, Margareth Menezes e Fafá de Belém
Foto: Afonso Carlos/Carta Z Notícias

Recentemente, o axé também foi representado na tevê por Margareth Menezes, que encarnou uma delegada de temperamento forte em O Canto da Sereia. Como a microssérie se passava na Bahia, o sotaque natural da cantora acabou completando sua personagem. Mas, apesar de estreante na frente das câmaras, Margareth já tinha experiência com teatro. "Grandes atores do mundo cantam, dançam, sapateiam, fazem discos, produzem. Então, isso faz parte do universo artístico. Se eu não tivesse feito curso de teatro no começo da minha carreira, não renderia o que rendo no palco", acredita.

Outra baiana que deixou sua marca na televisão foi Ivete Sangalo. Só em 2012, a cantora atuou em duas produções. Abriu o ano participando da série As Brasileiras, no episódio escrito especialmente para ela, intitulado A Desastrada de Salvador, e encerrou na pele da cafetina Maria Machadão, na minissérie Gabriela. "Foi incrível participar de Gabriela, ainda mais por ser uma obra de Jorge Amado, com uma expressão baiana tão forte. Mesmo não sendo, eu fui tratada como atriz por toda a equipe", revela Ivete.

Outras emissoras também investem em cantoras nas suas produções de teledramaturgia. O SBT, por exemplo, deu espaço para Maísa Silva, cantora mirim revelada no Programa Raul Gil, no remake de Carrossel. Já Rebelde, por ser uma novela musical, traçou uma linha tênue entre a atuação e o canto. Isso fez com que a produção da Record procurasse profissionais aptos nas duas áreas artísticas. A escolha de Lua Blanco, por exemplo, para o papel de Roberta na novela teen foi baseada em sua carreira como vocalista da banda Lágrima Flor. "Rebelde só acrescentou de forma positiva na minha carreira. Ganhei muita experiência como artista e performer, por causa do grande número de shows que a gente fazia por semana", acredita Lua.

Antes disso, Fafá de Belém havia interpretado uma artista circense na novela Caminhos do Coração. O folhetim da Record marcou a estreia da cantora de MPB como atriz na tevê. Mas atuar não foi novidade para ela. O teatro, inclusive, foi o primeiro contato da cantora com o meio artístico. "Atuar e cantar são emoções em frequências diferentes. Mas é sempre bom brincar de ser outra pessoa", encerra Fafá.

Caminho inverso
Apesar da escolha de cantoras para papéis de destaque estar se tornando usual na tevê, quando se trata da protagonista, mesmo que esta tenha de cantar na trama produzida, a formação de atriz fala mais alto. Esse foi o caso da novela Cheias de Charme, da Globo. Tanto as três protagonistas, interpretadas por Taís Araújo, Leandra Leal e Isabelle Drummond, quanto a antagonista, vivida por Cláudia Abreu, tiveram de gravar músicas na pele de suas personagens. Obviamente, não foi cobrado delas um desempenho digno de profissionais renomados da música. Mas todas foram submetidas à preparação vocal antes do folhetim estrear. "Cantar e, eventualmente, dançar em cena, dá uma sensação de que você está trabalhando de uma forma mais completa. E como a minha personagem também não tinha uma grande voz, serviu a minha mesmo", analisa Cláudia Abreu.

Um caso mais recente foi o da microssérie O Canto da Sereia, em que Isis Valverde deu vida a uma cantora de axé. Na história, Sereia é assassinada enquanto faz um show em cima de um trio elétrico nas ruas de Salvador, na Bahia. Como a voz usada na produção foi a de Isis, a atriz teve de fazer uma preparação vocal e corporal intensa. "Foi muito estranho ouvir a minha voz em uma música. Mas eu não sou cantora e nem tenho a pretensão de ser", avalia a atriz.

Instantâneas
# A tevê brasileira já contou com a participação de cantoras internacionais também. Entre elas, Dulce Maria, que esteve em Rebelde, e Alanis Morissette, em Malhação

# Antes de viver a cantora de tecnobrega Chayene, em Cheias de Charme, Cláudia Abreu já havia cantado no filme O Caminho das Nuvens

# Sandy é uma exceção quando se trata de uma cantora com papel principal em alguma trama. Ela teve sua própria série na Globo por cinco anos, deu vida à protagonista da novela Estrela-Guia, além de ter estrelado, em 2012, um episódio da série As Brasileiras

# A atriz Alessandra Maestrini, popularizada pela personagem Bozena de Toma Lá Dá Cá, também canta e tem uma carreira construída através de musicais no teatro. Coincidentemente, ela viveu uma cantora em sua última novela Tempos Modernos

 

 

Fonte: TV Press
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