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 Emanuelle Araújo encara seu primeiro projeto do início ao fim
01 de novembro de 2009 20h50

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  Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias/TV Press

Emanuelle Araújo interpreta a obstinada Heloísa na trama das seis da Globo
01 de novembro de 2009
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias/TV Press

Márcio Maio

Emanuelle Araújo está em sua quarta novela. Mas consegue quase um gostinho de estreia na tevê em Cama de Gato. A atriz, que interpreta a obstinada Heloísa na trama das seis da Globo, só agora pôde participar de um folhetim desde o início dos trabalhos. Antes escalada sempre na última hora, Emanuelle finalmente percebe a diferença entre uma personagem que contou com workshops, leituras de texto, entre outros auxílios, e as anteriores, concebidas quase que "no susto". "São elementos que fazem parte de um processo gostoso e que influencia no resultado final. A gente vê as cenas gravadas e percebe isso", valoriza, elogiando o entrosamento entre a equipe.

Na história, Heloísa não chega a ser uma vilã. Pelo menos, por enquanto. Isso porque Emanuelle não esconde que não tem ideia do quanto sua personagem pode ser estratégica para movimentar o núcleo principal da novela de Duca Rachid e Thelma Guedes. E já começa a se preparar para isso. Como é secretária na empresa de Gustavo - de Marcos Palmeira - e se torna aliada da maquiavélica Verônica, de Paola Oliveira, são grandes as chances dela fazer algumas maldades.

Ainda mais considerando que a mocinha Rose, de Camila Pitanga, representa uma ameaça aos seus planos. "A Heloísa é apaixonada pelo Tião, papel do Aílton Graça. Como a temática do folhetim gira em torno dos valores, é provável que se discuta até onde podemos ir para conquistar um amor através da minha personagem", supõe a atriz de 33 anos.

Cama de Gato é o terceiro trabalho seguido de Emanuelle na tevê. De dois anos para cá, a atriz integrou também o elenco de A Favorita, quando encarnou a prostituta Manu.

Pouco depois, fez Três Irmãs, quando viveu algo que já estava virando rotineiro em sua vida: dividir o tempo entre os trabalhos de atriz e de cantora. "Até tenho aparecido bastante no ar, mas acho isso vantajoso. Apesar dos meus 20 anos de carreira, ainda estou engatinhando na televisão e é importante passar por esse aprendizado", avalia ela, que substituiu Ivete Sangalo como vocalista da Banda Eva e há cinco anos faz parte da Banda Moinho.

É exatamente esse ritmo acelerado na vida profissional que deixa Emanuelle sentir segurança nas coisas que faz. Quando saiu de A Favorita, por exemplo, e foi logo escalada para reforçar o elenco de Três Irmãs, a atriz não tinha a menor ideia de como conseguiria abandonar os traços fortes e pesados da ambiciosa Manu. Ainda mais por saber que entraria em uma trama praiana e interpretando Sandrinha, uma cantora baiana e romântica, o que poderia se confundir com sua própria biografia. "A Favorita era uma novela grave, o contrário de Três Irmãs, que tinha um clima leve e solar. Foi uma experiência que vou guardar para sempre, porque vi que consigo construir personagens tão diferentes em pouco tempo", gaba-se.

Coincidentemente, Emanuelle trabalha em uma equipe já conhecida. "Fiquei impressionada porque parece até que reuniram a galera de A Favorita com o pessoal de Três Irmãs e fizeram Cama de Gato", brinca ela, que é capaz de enumerar vários exemplos. Paula Burlamaqui, Carmo Dalla Vecchia e Rosi campos eram seus colegas na trama de João Emanuel Carneiro, que supervisiona agora as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. Já Marcelo Novaes, Aílton Graça, Marcos Palmeira e Dudu Azevedo estavam na novela de Antônio Calmon.

Isso sem contar na direção geral de Amora Mautner e artística de Ricardo Waddington. Foi ele, inclusive, que a convidou dessa vez. "É o meu terceiro trabalho com ele, Isso me deixa bem tranquila. É bom quando você trabalha com pessoas que conhece e, é claro, confia", reconhece.

Dupla jornada

Emanuelle admite que corta um dobrado para conseguir conciliar a agenda de shows da banda Moinho com suas constantes aparições nos folhetins. Mas esse esforço não é capaz de fazê-la sequer pensar em deixar de lado, mesmo que por pouco tempo, qualquer uma de suas carreiras. "Quero me dedicar à interpretação e à música. Claro que priorizo sempre a novela, porque não tem como mudar o horário de dezenas de pessoas por minha causa. Mas eles são muito compreensivos e me ajudam bastante", pondera.

A partir de agora, vai ser mais complicado para a "cantriz" se dividir entre as duas atividades. A Banda Moinho lançou um DVD, no dia 31 de outubro. O que deve aumentar o volume de apresentações do trio composto por Emanuelle, pela percussionista Lan Lan e pelo guitarrista Toni Costa. "Como a novela estreou em outubro, são dois lançamentos quase simultâneos. Não dá para dizer que é tranquilo, que não fica puxado, mas o prazer que sinto vendo minha carreira caminhar bem dos dois lados compensa tudo", avalia.

Sair do grupo para investir em uma carreira de cantora solo também está longe dos planos de Emanuelle. Além de se dizer muito feliz com seu atual momento na música, a atriz argumenta que não é fácil encontrar parceiros com a interação que o Moinho conseguiu. "Todo mundo se gosta. É tão difícil aparecer uma oportunidade de trabalhar com pessoas que você ama que eu não tenho a menor intenção de desistir disso", garante.

Instantâneas

No ano passado, Emanuelle Araújo marcou presença na trilha sonora de Beleza Pura. Era da Banda Moinho a canção Esnoba, que embalava as confusões da estabanada Rakelli, de Ísis Valverde.

Emanuelle começou a estudar Teatro na Bahia aos 10 anos de idade. Aos 12, já participava de espetáculos profissionais.

"A atriz precisou deixar as gravações de Três Irmãs mais cedo para participar do espetáculo A Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém, em Fazenda Nova, no Agreste. Ela interpretou Maria Madalena.

Emanuelle Araújo tem uma filha, Bruna, que teve aos 17 anos. Hoje, Bruna já está com 16 anos.

TV Press