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 Ana Maria Braga encara aniversário como início de nova fase
05 de novembro de 2009 18h55 atualizado às 19h51

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Ana Maria Braga no aniversário de 10 anos do 'Mais Você' Foto: Reinaldo Marques/Terra

Ana Maria Braga no aniversário de 10 anos do 'Mais Você'
05 de novembro de 2009
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Gabriel Perline

Para comemorar os 10 anos do Mais Você, a produção do programa não poupou esforços e organizou um grande evento na manhã desta quinta-feira (5) no Credicard Hall, em São Paulo. Os fãs de Ana Maria Braga foram convidados para participar da festa de aniversário da atração, que durou pouco mais de três horas e contou com a participação de um seleto time de celebridades.

Em entrevista exclusiva ao Terra, a loira refletiu sobre o número 10 e nos contou que o marco representa o fim e o começo de uma nova fase para o programa. Além disso, afirmou que sua maneira de apresentar o Mais Você mudou muito nos últimos tempos e enxerga melhor o peso de sua responsabilidade com o público e com a emissora.

Com visual repaginado e cheia de disposição para encarar novos desafios dentro de seu programa, Ana Maria Braga garantiu que a aposentadoria não faz parte de seus planos. "Só paro quando Deus quiser".

- O que estes 10 anos de Globo representam para você?
- A Roseli, minha diretora de Redação, fez um textinho sobre o aniversário de 10 anos de um jeito que eu não tinha visto ainda. Para mim, até antes de ler este texto, 10 era um número grande, redondo. Ela diz que se você olhar o número puro e simples, você vê o zero e o um. O um mostra o fim e o recomeço de uma fase. Então eu senti que este número representa o um mesmo, que fechou um ciclo e que agora começa uma nova fase com muita coisa pra fazer.

- Neste período que você está na emissora, quais são as diferenças entre a Ana Maria Braga do primeiro programa e a de hoje?
- Recentemente fizemos várias retrospectivas e hoje vejo que no primeiro programa eu estava com medo, insegura, porque a responsabilidade de trabalhar na Globo é muito grande. Quem já trabalhou em outra emissora sabe disso, pois aqui nós temos todas as condições para fazer o melhor. Aqui, a sensação de responsabilidade é maior e eu me vejo no meu programa com o peso dessa responsabilidade.

- Antes de você começar no Globo muita gente acreditava que você não ficaria muito tempo na emissora. Hoje você completa 10 anos e é um dos principais nomes da emissora...
- Eu trabalho pensando no hoje. Em minha vida toda eu acho que tive somente quatro empregos, pois sou fiel às minhas coisas. Quando eu entro em algum lugar, assim como foi na Globo, eu não tenho o pensamento de ficar 10, 20 ou 30 anos, penso somente em dar o melhor de mim.

- A mudança no seu visual tem a ver com o aniversário do programa?
- Se você reparar em minha trajetória, vai ver que tive o cabelo de várias formas e cores. Isso é uma brincadeira que eu gosto de fazer comigo, pois gosto de novidades. Na minha casa, por exemplo, não deixo a sala igual por mais de dois anos, sempre mexo em algo. Gosto de ver as coisas de um outro ângulo e gosto de me ver de outras formas também.

- Isso explica o motivo de eventualmente você fazer o programa com algumas caracterizações, assim como no dia em que surgiu vestida de Madonna?
- Não é uma caracterização porque eu não sou uma atriz e não estou fazendo o papel de ninguém. Eu penso e decido em mudar. Tive uma mudança muito feliz em meu cabelo com Mauro Freire em 2003, escureci a raiz e achei isso um ganho para mim e fiquei um bom tempo porque gostei muito daquele jeito, mas o problema é que não dava para mudar muito. Eu cheguei no Mauro e disse que estava na hora de fazer uma coisa nova por conta desta nova fase do programa.

- Você se inspirou em alguém para ter este novo visual?
- Não, quem se inspirou foi o Mauro Freire (risos). Eu disse que queria colocar mais cabelo, mas o corte foi ele quem definiu. Eu só sabia que eu queria mudar.

- E a primeira vista, qual foi sua impressão?
- Eu amei. Mas isso é um perigo, porque depois de oito horas de trabalho, você olhar no espelho e não gostar é complicado. Terminei o cabelo às 2h e pulei no colo dele, porque gostei muito.

- Quem acompanha teu trabalho sabe que você já fez muitas coisas na TV. Mesmo com toda esta experiência ainda existe algo que você sonha em fazer para o teu público? O que seria?
- Tem sim. Com a rapidez da mudança da tecnologia eu acho que a gente pode sonhar muito longe e a interatividade poderá melhorar, deixando-nos mais próximos do telespectador.

- Mas existe algo na TV que você ainda sonha em fazer?
- O Mais Você (risos).

- Hoje, quando você perguntou quem estava desempregado, muitos levantaram as mãos. De que forma o Mais Você contribui com estas pessoas?
- Temos provas de que muita gente segue algumas dicas que damos no programa. O jargão "acorda menino" significa "acorde para a vida" e a gente dá dicas de culinária, artesanato, apresentamos ideias, caminhos, contamos com profissionais do SENAC e do SEBRAE para falar de trabalho, fazemos matérias e motivamos as pessoas em casa. Recebemos declarações de pessoas que seguiram nossas dicas e hoje têm o próprio negócio.

- Nestes 10 anos de Globo, qual foi o seu melhor momento, o mais engraçado e o mais triste?
- Histórias engraçadas têm várias, porque eu sou muito desastrada. Fizemos um vídeo com algumas trapalhadas minhas e tem mais de 10 minutos de duração.

- Mas tem alguma em especial?
- Teve uma vez que pegou fogo na cozinha, teve que entrar bombeiro para apagar o fogo. Foi um horror! Foi um momento terrível. O mais emocionante foi quando toda a minha equipe colocou uma camiseta em que estava escrito "Eu sou do time da guerreira", porque eu estava me tratando do câncer, em um momento difícil, no qual eu estava careca e sem saber se eu voltaria no ano seguinte. O meu melhor momento, definitivamente, é hoje, o agora, a possibilidade de trabalho que eu tenho, a minha visão de futuro.

- A Record, sua antiga emissora, tem aumentado a audiência. Isso te preocupa?
- O que tem que ficar claro é que eu concorro com o jornalístico da Record, não com o Hoje em Dia, porque tem muita gente que passa informação errada. Tem dias que a informação é bombástica, polêmica, e o concorrente se aproxima no Ibope, mas no dia seguinte não tem pra ninguém, pois nós chegamos a triplicar a audiência.

- Você passou por muitas situações complicadas em sua vida, como sua luta contra o câncer. Em algum momento de sua carreira você chegou a pensar em desistir do trabalho por conta disso?
- A carreira me alimenta, me dá forças. É como se fosse minha droga, meu vício.

- Já estipulou uma data para se aposentar ou isso está fora de cogitação?
- Imagina, de forma alguma. Longe de mim. Só paro quando Deus quiser (risos).

Redação Terra