Priscila Sol fala sobre personagem em 'Viver a Vida'
06 de novembro de 2009
Foto: TV Press
- Arcângela Mota
Na trama, Priscila vive uma jovem e tímida universitária que nutre um amor platônico por Jorge, de Mateus Solano, seu chefe e namorado de sua amiga Luciana, de Alinne Moraes. "Eu e a Paixão somos completamente diferentes. Tento lhe emprestar meu lado introspectivo, mas sempre fui muito agitada e espalhafatosa. Se eu estivesse no lugar dela já teria agarrado o Jorge há muito tempo", brinca.
Apesar das diferenças, Priscila não hesita em defender as atitudes de sua personagem. E confessa que, no início da novela, chegou a ficar incomodada com a reação do público nas ruas.
"Algumas pessoas me paravam para falar que a Paixão estava traindo a amiga, e isso me incomodava um pouco. O amor dela é idealizado e ela sempre respeitou a amizade com a Luciana", defende. A atriz acredita que a personagem foi sendo mais bem compreendida à medida que foi crescendo na trama. E, se antes ela era repreendida, agora conta com a torcida do público. "Muita gente tem me dado força nas ruas, incentivando a Paixão a ficar com o Jorge. É gostoso perceber como a opinião das pessoas mudou", conta.
A compreensão do público dá a Priscila a sensação de dever cumprido. Para a atriz, a maior dificuldade na composição da personagem está no fato de ela não ter uma característica muito marcante. Por ser um tipo comum, ela diz que a estagiária exige uma interpretação delicada, trabalhando suas nuances sem torná-la chata ou exagerada. "Fazer um personagem que não tenha um conflito maior a ser explorado é complicado porque é tudo muito interno. Qualquer deslize toma proporções maiores. Eu costumo dizer que é difícil fazer o fácil", teoriza.
Mas as dificuldades e a responsabilidade de estrear na Globo - e ainda por cima em uma novela das oito de Manoel Carlos - em momento algum assustaram Priscila. A atriz garante que não ficou com medo quando conseguiu o papel. Essa segurança foi conquistada ao longo de 10 anos de carreira, durante os quais ela fez cursos no exterior e participou de filmes, peças e diversas campanhas publicitárias. "Fiquei muito emocionada quando soube que iria trabalhar em uma novela do Maneco, mas não tive medo. Sentia certa segurança por conta dos trabalhos que já fiz", explica.
A emoção a que se refere também é fruto da alegria de conseguir um papel na Globo após ter realizado vários testes para trabalhar na emissora. A atriz, que estreou na tevê na pele da rebelde Renée Cassoulet de Água na Boca, exibida pela Band em 2008, já vinha tentando um papel nas novelas globais há algum tempo. "Cheguei a fazer vários testes, mas sempre batia na trave", conta.
Com o papel em Viver a Vida não foi diferente. Priscila conta que, na verdade, fez testes para interpretar a Mia, personagem de Paloma Bernardi. As atrizes, que são amigas de longa data, foram juntas fazer os testes para o papel, que acabou ficando com Paloma. "Uma semana depois me ligaram convidando para fazer um personagem menor, mas que tinha o nome mais bonito da trama. Tem jeito melhor de começar do que interpretando uma pessoa chamada Paixão?", brinca a atriz, aos risos.






