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 'Ídolos': finalistas falam da paixão pela música e planos para carreira
15 de dezembro de 2009 08h30 atualizado às 08h49

Saulo Roston e Diego Moraes disputam preferência do público. Foto: Divulgação

Saulo Roston e Diego Moraes disputam preferência do público
Foto: Divulgação

Gabriel Perline
Direto de São Paulo

A poucos dias de descobrir quem será o vencedor do Ídolos, os finalistas do reality show musical de maior sucesso no País falaram à reportagem do Terra sobre como surgiu a paixão pela música, apontaram semelhanças com finalistas da edição anterior e falaram sobre o possível anonimato após o fim do programa. A grande final da segunda edição da atração na Record acontecerá nesta quarta-feira (16) e será exibida pela emissora do bispo Edir Macedo.

Diego Moraes e Saulo Roston enfrentaram mais de 37 mil concorrentes e tiveram pulso firme para aguentar a pressão das audições no teatro, broncas dos jurados e adrenalina em cada noite de eliminação.

Veja abaixo a entrevista que os cantores concederam ao Terra:

Como vocês descobriram a paixão pela música e o que os motivou a buscá-la como profissão?
Diego - Quando era pequeno e minha mãe me colocava para ninar, eu ficava acordado escutando. Aos cinco anos, comecei a cantar no coral da Pastoral da Criança e aos seis passei a cantar e tocar violão na igreja. Aprendi a tocar violão com as freiras da igreja e aos sete já tocava teclado. Aos 16, comecei a tocar na noite e visualizava a música como profissão, na qual eu poderia trabalhar, ser feliz e viver bem.
Saulo - Eu sempre cantei e isso me ajudou bastante porque sou gago. Eu tentava explicar algo para alguém e começava a cantar para que me entendessem, porque às vezes travava tudo (risos). Aos 13 anos, eu morava em Barra do Garça (MT) e entrei em uma banda chamada Box 9, com uns rapazes de 20 a 24 anos de idade. A banda já existia e eles precisavam de alguém para cantar e me escolheram. Foi engraçado porque eles foram em casa para conversar comigo e tentei falar, mas fiquei travado, gaguejei muito (risos). Nessa época, eu já tocava na noite. Por volta dos 15, me mudei para Goiânia e comecei a tocar violão. Com a morte do meu pai, minha família mudou-se para Presidente Epitácio (SP) e continuei cantando. Aos 17, fui para a Malásia e fiquei um ano fazendo intercâmbio. Lá eu conheci um rapper bastante famoso e compus algumas músicas com ele.

Quais são os maiores problemas que um cantor da noite enfrenta?
Diego - A desvalorização musical e artística no Brasil. No começo cheguei a ganhar R$ 40, mas meu último cachê foi de R$ 200.

Diego, depois de ter enfrentado milhares de pessoas e ter se deparado com candidatos de grande potencial, você achava que chegaria à final do reality?
De forma alguma. Eu não esperava chegar às finais, por defender a MPB, e de forma alguma fugi deste caminho, mantive o meu estilo. Sou contra essa supervalorização gringa que é dada nos programas de televisão.

Saulo, no ano passado você parou no top 30 e agora está na grande final do programa. Você achava que tinha chances de chegar até aqui?
Na verdade, eu quis muito isso. Quando a gente quer algo, atrai. Eu tinha esta certeza, de que queria vencer. Corri atrás e ralei bastante, mas não acreditei que chegaria até onde cheguei.

Quando vocês se classificaram para o top 12 do programa, quais candidatos acreditavam que chegariam à final?
Diego - É uma incógnita, mas desde o início tive uma afinidade musical maior. Eu gostaria que estivessem na final Dani Moraes, Thais Bonizzi, Taissa de Araújo e Priscila Borges.
Saulo - Marcos Duarte, por ser carismático demais; a Helen Lyu, por cantar bem e ser cativante; e o Diego Moraes, porque ele é muito bom, criativo ao extremo.

No ano passado houve uma final semelhante à deste ano: Rafael Bernardo tinha mais influências da MPB e o Rafael Barreto era mais ligado ao pop. Na ocasião, o público preferiu o pop à MPB. Pelo fato de termos uma decisão bastante idêntica à anterior, vocês acham que o público se portará da mesma forma e dará a vitória a Saulo, por estar mais próximo do perfil de Rafael Barreto?
Diego - Acho que vai ser decidido na hora, mas o público brasileiro sempre tende a valorizar outras coisas ao invés da música interna.
Saulo - Eu acho que é difícil afirmar isso porque o público do Ídolos está começando a mudar. Quem está acompanhando o programa é mais crítico, criterioso. Eu acho que conta um pouco de vantagem para mim porque o estilo do Rafael Barreto é bem parecido com o meu. Mas o Diego é um ótimo cantor, então, não acho que isso determinará a vitória de um ou do outro. Acredito que vai ganhar quem tiver mais carisma com o público.

Até hoje, todos os vencedores de reality shows musicais realizados no Brasil não tiveram suas carreiras impulsionadas e não conseguiram fixar seus nomes no mercado. Caso vocês sejam vencedores, o que farão para não caírem no esquecimento?
Diego - Eu acho que as pessoas quando saem de um programa como o Ídolos, se deparam com as vontades das gravadoras e o que é proposto por elas podem fazer o artista perder sua identidade. Se eu ganhar, não vou deixar de cantar o que eu gosto. O lance é não virar fantoche.
Saulo - Antes de eu entrar no Ídolos, essa era minha preocupação. Mas o programa, ano a ano, vem ganhando mais credibilidade no Brasil, tanto que recebemos visitas de pessoas importantes, como Jason Mraz e Billy Paul. Eles acharam o máximo e isso faz o reality ganhar vários pontos. Estou feliz demais em participar. A gravadora Warner está muito disposta a promover o vencedor rapidamente, para que ele não caia no esquecimento.

Redação Terra