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 Atriz diz que o mundo está cheio de mulheres bipolares
30 de agosto de 2010 07h28

Carolina Kasting fala de sua personagem em 'Escrito nas Estrelas'. Foto: TV Press

Carolina Kasting fala de sua personagem em 'Escrito nas Estrelas'
Foto: TV Press

Pedro Moraes
Rio de Janeiro

Louca, carente, descompensada, bipolar. Para a maioria das pessoas, assim poderia ser classificada a personagem Judite, de Escrito nas Estrelas, um tipo mais comum do que se imagina, segundo a atriz Carolina Kasting. "Ela existe em várias mulheres. Muitos homens têm esposa ou ex-esposa assim. As pessoas falam isso pra mim", diz a atriz, que revela ficar completamente extenuada ao final de suas cenas.

"Quando acabo de gravar, me sinto mal. Tenho uma filha de 5 anos, nunca agiria dessa maneira", diz, referindo-se à chantagem emocional que a personagem faz com os filhos Laura (Luisa Gonzalez) e Tadeu (Matheus Costa). As brigas com o ex-marido Gustavo (Marcelo Faria) farão com que o médico peça a guarda dos filhos. "Acho importante mostrar que não é legal fazer isso. A pessoa precisa ter noção de que está mexendo com a cabeça das crianças. Isso acontece em muitas famílias, em que falta coragem de lidar com a pessoa como se ela fosse doente. Isso é real, é síndrome de abstinência familiar e é grave", diz.

No início da trama, Judite parecia ser apenas uma mulher ciumenta. "Ela tinha uma certa bipolaridade. Ora estava eufórica, ora muito deprimida. Mas passou dos limites", observa a atriz. A vilã, que esconde do ex-marido o aborto que sofreu, provoca as mais diversas reações. "Estou com uma paranoia, pensando: 'Será que as pessoas me olham agora com medo (risos)?' Mas quem vem falar, elogia o trabalho primeiro. A novela é muito amada. E depois as pessoas falam das Judites que conhecem", diz.

O jeito cínico da personagem também conquistou fãs. "Criei um tom sarcástico. Quero fazer algo que comunique. Pessoas que são como Judite são muito sedutoras", define. Carolina espera que sua personagem tenha um final feliz: "Desejo que ela se reabilite, que pelo menos tenha um pinguinho de iluminação. Ficaria uma nota de esperança para as pessoas que são assim".

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