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'Amor à Vida' estreia bem; Mateus Solano se destaca no elenco

25 mai 2013
08h25
atualizado às 15h23
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Em Amor à Vida, Walcyr Carrasco esbanja segurança. Prova disso é que seus primeiros capítulos mostraram uma preocupação quase única e exclusiva na apresentação de seu núcleo central e o drama vivido pela mocinha Paloma, papel de Paolla Oliveira. A jovem estudante de Medicina nem desconfia que sua filha foi roubada pelo próprio irmão, o vilão Félix, de Mateus Solano. 

Paolla Oliveira e Mateus Solano vivem irmãos na trama de Walcyr Carrasco
Paolla Oliveira e Mateus Solano vivem irmãos na trama de Walcyr Carrasco
Foto: TV Globo / Divulgação

Já na primeira semana, a heroína se envolve com o corretor de imóveis Bruno, de Malvino Salvador, que coincidentemente achou a criança no lixo e, com a ajuda de uma amiga, "legitimou" a menina como sua filha. E focar nessa trama está longe de ser um equívoco do autor. Na verdade, tamanha autoconfiança no núcleo principal é vista normalmente na nova geração de autores.

Ao contrário dos colegas que escrevem folhetins há décadas, que costumam atirar para todos os lados para ver onde apostar mais para a frente, Walcyr garante que respeita apenas sua própria emoção, sem se preocupar com o que os números ou pesquisas de audiência mostram. E de fato, até hoje, depois de 11 novelas escritas, o autor coleciona trabalhos de sucesso, como O Cravo e A Rosa, sua primeira novela na Globo, em 2000, Alma Gêmea, Caras & Bocas e Gabriela.  
   
Assim como diversas tramas das 21h, Amor à Vida começou em território internacional. Mas suas sequências gravadas no Peru serviram não só para embelezar o começo da história, mas principalmente para mostrar que o figurino e a edição ágil devem ser dois grandes acertos da equipe. O período em que a mocinha Paloma passou "mochilando" com o aventureiro Ninho, de Juliano Cazarré, foi marcado competentemente a partir das variações nos trajes da personagem.

Cada troca de peça serviu para dar a ideia de passagem de tempo e facilitou o entendimento diante da velocidade com que a trama central foi apresentada. A câmara na mão, recurso bastante utilizado por Mauro Mendonça Filho e Wolf Maya neste trabalho, também ajuda a manter o clima de movimento e, de quebra, aumenta a tensão das cenas. O elenco parece ter sido escolhido a dedo. Amor à Vida já entrou no ar com atuações convincentes.

De todos os nomes, Mateus Solano e Susana Vieira dão indícios de que, ao longo dos próximos oito meses, devem roubar as atenções. Principalmente quando atuarem juntos. Ambos costumam colocar "no bolso" as novelas em que atuam. Félix, personagem de Mateus, é um vilão carismático e afetado na medida certa. O ator passa tanta veracidade em cena que fica até crível o jeito como o ambicioso administrador enrola descaradamente a irmã Paloma.

Outro ator em seu lugar poderia deixar a impressão de que se trata de uma mocinha mostrada como boba. Mas Mateus não abre espaço para isso, e a impressão que fica é de que o vilão é tão bem defendido que qualquer personagem pode, de fato, ser passado para trás por ele. Porém, assim como Salve Jorge, Amor à Vida também chegou com alguns erros e histórias improváveis em seu roteiro.

Primeiro, em sequências de "chroma key". O efeito ficou visivelmente mal feito em parte delas. Isso sem falar que, de acordo com a trama, Paloma conseguiu esconder a gravidez dos pais até o último dia de gestação, quando já estava com uma barriga imensa. Difícil acreditar que um casal formado em Medicina não reparasse que a filha, morando na mesma casa, esperava uma criança. Assim como parece estranho ver uma mulher com grave problema de pressão dar à luz o filho em parto normal, como aconteceu com Luana, papel de Gabriela Duarte.

Mas, de qualquer forma, são detalhes que não diminuem o impacto positivo deixado pela reta inicial da história. De cara, a única coisa que não empolgou foi a abertura. A animação feita pelo americano Ryan Woodward – que participou de vários filmes de Hollywood, como Branca de Neve e O Caçador, Os Vingadores e Homem de Ferro 2 – é até bonitinha. Mas se torna arrastada. Ainda mais ao som da versão do sertanejo Daniel para Maravida, de Gonzaguinha. A combinação é quase um convite ao sono, tamanha sensação de tédio que transmite.

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Fonte: TV Press
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