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"Muito difícil", diz atriz de Boogie Oogie sobre atuar na TV

Acostumada com o teatro, Giselle Batista, que vive Glória na trama, teve poucas experiências em novelas antes de 'Boogie Oogie'

14 set 2014
12h05
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Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

Quando se trata de novela, Giselle Batista se considera quase uma novata. A atriz de 28 anos teve poucas experiências com o formato: além de Boogie Oogie , em que interpreta Glória, integrou apenas o elenco da temporada 2007 de Malhação e de Cheias de Charme , em 2012. Ao longo de sua trajetória, as séries foram muito mais frequentes – ela fez parte de produções como Clandestinos – O Sonho Começou , da Globo, Uma Rua Sem Vergonha , do Multishow, e As Canalhas, do GNT, entre outras.

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Cria do teatro, Giselle ainda se acostuma com o ritmo ágil dos folhetins. "Vejo várias meninas com metade da minha idade que cresceram na televisão fazendo tudo com os pés nas costas. Eu acho muito difícil ainda, mas é o tipo de coisa que você só pega fazendo. E essa é uma agilidade que quero dominar", planeja.

Uma das principais diferenças percebidas por Giselle entre atuar em uma novela e em um seriado é o tempo de preparação. Em uma obra fechada, os ensaios costumam ser mais longos. Além disso, a quantidade de cenas gravadas por dia é menor. "Em novela, se você parar demais para pensar, quando for ver, já chegou o dia de gravar. Acho que é um excelente aprendizado", afirma.

A atriz, inclusive, precisou de jogo de cintura para compor Glória. Isso porque foi uma das últimas a ser escalada para a novela e os "workshops" com o elenco já haviam acontecido. O que, para Giselle, não chegou a ser um problema. Espectadora assídua de teatro e cinema, ela tem o hábito de prestar atenção em tudo à sua volta sempre, com o objetivo de absorver o máximo de informações que possam ser úteis para papéis futuros. "Eu acredito que a gente se prepara todos os dias para todos os personagens que vão surgir. Se eu for deixar para fazer isso só quando a personagem chegar, na maioria das vezes, não dá tempo", analisa.

Mas isso não significa que Giselle deixou de lado referências mais específicas na hora de criar Glória. Ela reviu alguns filmes dos anos 1970, época em que a novela é retratada, como o clássico Os Embalos de Sábado À Noite . "Na primeira vez que gravei na discoteca da história, foi impossível não lembrar do John Travolta", brinca, citando o protagonista do filme dirigido por John Badham.

Foto: Isabel Almeida / Carta Z Notícias

Na trama, Glória é gerente da boutique de Vitória, interpretada por Bianca Bin. A personagem tem passado por poucas e boas desde que Suzana, de Alessandra Negrini, deu um jeito para ser contratada como vendedora. O universo em que a personagem está inserida não é distante de Giselle. Afinal, sua mãe trabalhou como vendedora de loja durante muitos anos, inclusive na década de 1970. "Foi engraçado, falei para minha mãe: 'vou fazer você'. Já tenho um laboratório em casa", simplifica.

A caracterização costuma ser outro aspecto importante para Giselle entender as personagens que interpreta. No caso de Glória, ela não precisou passar por nenhuma transformação. O visual que apresentou quando foi conversar com a produção de elenco, com cabelos castanhos em comprimento médio, já foi considerado o ideal para o papel. "Já pintei tanto o cabelo para trabalhos que eu tinha esquecido qual era a cor natural do meu, que é essa mesmo. É a primeira vez que estou caracterizada de uma forma mais próxima de mim", observa ela, que é completamente desprendida quando precisa mudar o visual. "Acho, no mínimo, muito divertido. Toda vez que penso em um trabalho novo, fico imaginando o que posso fazer de diferente", empolga-se.

Dose dupla
Giselle Batista é gêmea idêntica da também atriz Michelle Batista. As duas se tornaram conhecidas quando interpretaram Clara e Clarissa na temporada de 2007 de Malhação . De lá para cá, no entanto, só dividiram cena na televisão mais uma única vez, em Clandestinos – O Sonho Começou .

Ao perceber que a maioria das ofertas de trabalho que surgiam era para gêmeas, elas começaram a pensar sobre qual seria o melhor caminho a seguir na carreira. E concluíram que, separadamente, viveriam personagens bem mais interessantes. "Nós poderíamos ter ficado conhecidas como as gêmeas, mas a gente não quis esse lugar. Foi uma decisão muito consciente", explica.

Assim que optaram por seguir trajetórias distintas, Giselle e Michelle recusaram inúmeros trabalhos. Mas estavam convictas da opção que fizeram. "Foi um caminho até mais difícil, mas acho que foi um investimento. Perdemos muita coisa para ganhar outras", constata Giselle, que não exclui a possibilidade de voltar a contracenar com a irmã. "Mas para eu fazer gêmeas com a Michelle, tem de ser um trabalho muito legal. Senão, preferimos trabalhar separadas", ressalta.

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Fonte: TV Press
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