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Em 'Flor do Caribe', franco-argentino consolida nome na TV brasileira

11 mai 2013
10h20
atualizado às 10h20
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Ator argentino em cena da novela das 18h da TV Globo com Henri Castelli
Ator argentino em cena da novela das 18h da TV Globo com Henri Castelli
Foto: TV Globo / Divulgação

A versatilidade é a marca registrada da carreira de Jean Pierre Noher. Aos 57 anos, o ator franco-argentino é conhecido por seus inúmeros trabalhos internacionais, tanto no cinema quanto na televisão. Isso porque, além da Argentina, onde reside, ele também já atuou em países como EUA, Chile, Itália e Espanha.

Atualmente no ar como o estelionatário Duque em Flor do Caribe, Jean estreou na teledramaturgia brasileira em 2008, quando foi chamado para integrar o elenco da novela A Favorita. O convite veio como consequência da repercussão positiva que o longa Um Amor de Borges – protagonizado por ele – teve no País. "Quando o filme chegou ao Festival de Cinema de Gramado, foi assistido por muitos produtores de elenco e diretores. Assim, acabei sendo convidado para a novela de João Emanuel Carneiro", lembra.

A preparação para viver o misterioso Duque no folhetim assinado por Walther Negrão teve muita influência na caracterização da produção. Depois de assimilar o figurino e os acessórios usados pelo personagem, Jean, junto com o diretor da novela, Jayme Monjardim, pensou em um toque final para o estelionatário: a barba.

Na trama, apesar de trabalhar com contrabando, Duque é um homem leal e demonstra isso arriscando a vida para tirar Cassiano - o protagonista, interpretado por Henri Castelli -, de uma prisão clandestina. "No fundo, ele é um cara do bem. E por ter trabalhado com estelionato, é sedutor e carismático porque precisava disso para convencer os outros", explica.

TV Press – Você participou de novelas em inúmeros países pelo mundo - só no Brasil já está em sua quarta novela. Você vê algum diferencial nas produções nacionais? 
Jean Pierre Noher – As novelas brasileiras são conhecidas em todo o mundo e, de fato, são as mais bem produzidas também. Além de já ter trabalhado em folhetins de outros países, sempre que viajo eu procuro assistir a um pouco da produção local e nenhuma se compara à daqui. Em Flor do Caribe, todos os mínimos detalhes são trabalhados. A fotografia, por exemplo, se aproxima à do cinema. Sem contar o investimento que se faz. Nós fomos gravar na Guatemala, com uma estrutura incrível. Esse é o diferencial do Brasil.

Entre os quatro folhetins brasileiros que você já participou, dois eram assinados por João Emanuel Carneiro. As tramas do autor o motivam a trabalhar mais no Brasil?
Eu considero o João Emanuel um gênio da dramaturgia brasileira. Ele sabe trabalhar as emoções do público através de suas histórias. Tanto em A Favorita quanto em Avenida Brasil, traçou suas mocinhas com aspectos de vilãs, desenvolvendo suas tramas de maneira tão divertida e popular que, assim como uma obra clássica, podem ser assistidas diversas vezes, que não vão cansar.

Você acumula mais de 50 longas em seu currículo. Nos últimos anos, inclusive, vem se alternando entre o cinema argentino e o brasileiro. Como enxerga esses dois mercados tão distintos?
Alguns dizem que o cinema argentino tem a vantagem da língua, porque o espanhol é o terceiro idioma mais falado no mundo, mas longas iranianos e coreanos estão cada vez mais ganhando espaço no mercado internacional. Então, não acredito nisso. Na verdade, os roteiros argentinos são muito bem elaborados. Mas o cinema brasileiro também é muito bom. Até as comédias mais populares são interessantes porque o Brasil é um país de grande extensão, então é necessário fazer um filme que alcance todos os públicos.

Você está prestes a completar 37 anos dedicados às artes cênicas. De onde surgiu o interesse pela carreira artística? 
O meu primeiro contato com a interpretação foi quando eu ainda era um menino. Na época, já morava na Argentina e minha avó me levou para assistir a um musical clássico chamado Pedro e O Lobo. Eu me encantei pelo espetáculo e fiquei com aquilo marcado em mim. Aos 20 anos, decidi entrar para um curso teatral. E, quando as oportunidades começaram a surgir, percebi que era isso mesmo que eu queria.

Você costuma emendar vários trabalhos. Já tem algum projeto em vista para depois de Flor do Caribe?
Eu devo começar a filmar duas produções depois da novela. A primeira é O Grand Tour, que será dirigido por Felipe Braga. Nela, vou interpretar um cantor romântico em decadência que roda o sul do Brasil e a costa do Uruguai fazendo pequenas apresentações. Mas ainda não sabemos se será um longa ou uma série. O outro é um filme mesmo, chamado Happy Hour, e será uma coprodução Brasil-Argentina. Os dois são consequência dessa porta que as telenovelas abriram para mim aqui no mercado brasileiro de dramaturgia.

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Fonte: TV Press
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