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"Não tem nada a ver comigo", diz atriz veterana sobre personagem

9 ago 2013
13h01
atualizado às 13h01
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Tem vezes que a intuição fala mais alto. Se fosse seguir os conselhos do pai, Ittala Nandi talvez não se tornasse atriz. Isso porque ele a educou para estudar Administração de Empresas. Assim, a intérprete da Madame Catherine, de Dona Xepa, poderia comandar os negócios da família. Mas, mesmo assim, ela decidiu estudar teatro aos 15 anos, quando ainda morava em Caxias do Sul. "Na cantina do meu pai, tinha a figura do Baco. E, depois, descobri que era também o Deus do Teatro", recorda.

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Ittala Nandi interpreta a estilista francesa Madame Catherine, da novela 'Dona Xepa'
Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias

Com 50 anos de carreira, o fundamental para a atriz é a criatividade na hora de interpretar. Ittala coleciona grandes papéis, como a Joana, de Direito de Amar, de 1987, e a Loulon Lion, de Que Rei Sou Eu?, de 1989. Atualmente, ela encarna uma personagem bem diferente de tudo que já viveu: uma estilista francesa. "Tenho um armário pequeno e só com as roupas que uso no dia a dia. A personagem não tem nada a ver comigo", revela Ittala, que estranhou, no início da novela, ao se ver usando sapatos muito altos para interpretar Madame Catherine.

Nome: Ítala Maria Helena Pellizari Nandi Peixoto
Nascimento: 4 de junho de 1942, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul
Primeiro trabalho na TV: Clarice, de Melodia Fatal, de 1964
Interpretação memorável: "Paulo Gracindo, em O Bem Amado (1973), e Fernanda Montenegro, em Riacho Doce (1990)"
Atuação inesquecível: "em Vassah - A Dama de Ferro, drama russo que eu reproduzi no teatro"
A que gosta de assistir: noticiários e programas de reportagem
A que nunca assiste: reality show
O que falta na televisão: "mais produções brasileiras. Agora, está se iniciando e sentia falta disso"
O que sobra na televisão: reality show
Ator: Wagner Moura
Atriz: Bianca Rinaldi
Com quem gostaria de contracenar: Wagner Moura
Se não fosse ator, o que seria: Produtora e educadora
Vilão marcante: Francisco Monserrat, interpretado por Carlos Vereza em Direito de Amar
Que novela gostaria que fosse reprisada: "gostava muito da primeira versão de Ti-Ti-Ti, de 1985"
Personagem mais difícil de compor: "Joana, a louca do sobrado em Direito de Amar, de 1987. "Ficava psicologicamente abalada".
Com quem gostaria de fazer par romântico: "com o ator italiano Gian Maria Volonté"
Par romântico inesquecível: Tarcísio Meira e Glória Menezes em Irmãos Coragem, de 1970
Filme: Roma Cidade Aberta, de Roberto Rossellini
Livro de cabeceira: O que A Vida me Ensinou, de Frei Betto
Papel de maior retorno do público: "todos os meus personagens"
Mania: "tenho mania de organização"
Humorista: Fábio Porchat
Autor: Walther Negrão e Walcyr Carrasco
Diretor favorito: Jayme Monjardim e Alexandre Avancini
Medo: "não tenho"
Novela preferida: "Que Rei Sou Eu?, de 1989. Era um grande divertimento e com maravilhosas interpretações"
Cena inesquecível: "as cenas de reconstituição de época em Anos Rebeldes, de 1992"
Papel que você gostaria de fazer: "algum personagem de Shakespare"
Projeto: "estou com muitos projetos: a peça O Diabo e A Avó e uma outra peça sobre a vida de Lou Andreas Salomé"

Fonte: TV Press
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