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SBT lança novela com ambição de conquistar mercado internacional

23 mar 2011
16h55
atualizado às 17h56
Gabriel Perline
Direto de São Paulo

Parte da cúpula da dramaturgia do SBT se reuniu na manhã desta quarta-feira (23) no Espaço Maria Antonia, em São Paulo, para apresentar à imprensa a novela Amor e Revolução, segundo trabalho do autor Tiago Santiago na emissora. A trama abordará o período da ditadura militar, ao qual o escritor se refere como anos de chumbo, e aposta suas fichas no sucesso da história, tanto que visa o mercado internacional. "Minha ambição é que esta novela seja vista pelo mundo inteiro", comentou.

Tiago acredita que Amor e Revolução atrairá os olhares do mercado estrangeiro por tratar de um assunto que, embora remeta a um período histórico nacional, o mundo inteiro tem acompanhado. "O tema é muito propício para o momento, pois o território árabe está tomado por um processo de revolução", disse o autor, referindo-se aos combates na Líbia.

A novela, que estreia no dia 5 de abril, é um sonho antigo de Tiago. Desde 1995, quando ainda era do time de autores de apoio da Globo, ele já pensava em escrever sobre os tempos da ditadura. "Cheguei a propor este tema na Globo e esta seria minha próxima novela na Record, mas tive o prazer de mudar para o SBT e fazê-la aqui. É um tema que nunca deixou de estar presente e mobiliza toda a sociedade", comentou.

Amor e Revolução talvez seja a novela mais ousada que o SBT tenha se proposto a fazer até hoje, uma vez que se sustenta em um período histórico e não relata somente histórias de amores impossíveis, como as tramas anteriormente produzidas pela casa. Por tratar do período da ditadura militar, cenas de tortura e guerrilhas serão exibidas. "Não faltará emoção nesta novela. Mas não será somente tortura, tem muito beijo na boca, paixão e triângulos amorosos. O amor é sempre essencial e tem seu lugar como deve ser", disse.

As cenas mais românticas da trama ficarão sob a responsabilidade de Graziela Schmitt e Claudio Lins, protagonistas da trama. Ela será Maria Paixão, líder do Movimento Estudantil em 1968. Ele, José Guerra, capitão do exército e de família de militares, que discorda dos rumos que o governo militar toma no Brasil. "Ela é muito decidida e engajada, luta por seus ideais e vai se apaixonar à primeira vista", disse a atriz.

Para contar toda a história, Tiago terá 180 capítulos para desenvolver sua narrativa. "Mas se fizer sucesso, pode ser que tenha mais", adiantou o autor, na expectativa de que o público se encante com a trama. "É uma novela para todo o Brasil e para quem quiser saber um pouco mais sobre a história do nosso País", comentou.

Embora retrate um período histórico, Tiago fez questão de dizer que sua trama é puramente ficcional e que qualquer semelhança com a história nacional será mera coincidência. "Nenhum personagem corresponde à vida real, mas os núcleos são simbólicos e pode ser que alguns personagens lembrem algum nome conhecido daquela época, mas são histórias distintas", concluiu.

Graziela Schmitt e Claudio Lins protagonizam 'Amor e Revolução'
Graziela Schmitt e Claudio Lins protagonizam 'Amor e Revolução'
Foto: Léo Pinheiro / Terra
Fonte: Terra

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